Consumo de atividades culturais reflete desigualdade de rendimento

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Por Agência de Notícias - IBGE
O gasto médio em despesas com cultura em 2017-2018 era de R$ 282,86 (7,5% das despesas totais), abaixo de outros grupos, como habitação (R$ 1215,00), transporte (R$678,99), alimentação (R$ 658,23) e assistência à saúde (R$ 302,06). O percentual de despesas com cultura nas classes com rendimento acima de R$ 5.724,00 (ou seis salários mínimos), representando 26,2% das famílias, ficaram acima da média nacional.
A região Sudeste (7,9%) tinha proporções acima da média nacional (7,5%), enquanto Norte (6,9%) e Nordeste (6,8%) apresentaram as menores proporções. Por estado, a maior proporção dos gastos ocorreu no Distrito Federal (8,7%), seguido pelo Rio de Janeiro (8,6%).
O grupo de serviços de telefonia, TV por assinatura e Internet é o que individualmente tem os maiores valores, tanto no total (R$ 169,32) quanto em todas as classes de rendimento. Os outros dois grupos de maior peso na composição da despesa de consumo média são atividade de cultura, lazer e festas (R$ 40,63) e aquisição de eletrodomésticos (R$ 28,76). A participação na estrutura de gastos destes três grupos representa 84,5% do total das despesas com cultura para o total Brasil. Aquisição de eletrodomésticos, além de serviços de telefonia, TV por assinatura e Internet pesam mais para famílias com menor renda. Despesas com atividade de cultura, lazer e festas, educação profissional e atividades de ensino (por exemplo, cursos de línguas e artes) e profissionais ligados à cultura (decoradores, arquitetos etc.) têm gasto mais expressivo nas famílias com maiores rendimentos.

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