Mundo Livre S/A: “Carnaval na Obra” é lançado em vinil




Por Marcus Cesar

Criadora do movimento Mangue Beat ao lado de Chico Science e Nação Zumbi, a Mundo Livre S.A. trouxe novos elementos para a música brasileira e até hoje é referência para as novas gerações. Esse ano, a banda tem um dos seus discos mais importantes, “Carnaval na Obra” (1998), lançado em vinil duplo de 180 gramas pela coleção “Clássicos em Vinil”, da Polysom. 

O álbum, que completa 20 anos, foi o disco que inaugurou a então nova gravadora Abril Music. Terceiro disco da Mundo Livre, "Carnaval na Obra" traz quatro dos grandes produtores daquela geração: Carlos Eduardo Miranda, Eduardo Bid, Apollo 9 e Edu K. Eles se dividiram entre as 14 faixas, que traziam forte influência da recente turnê ao México e da eletrônica, usada como um instrumento, uma ferramenta a mais. Entre as composições estão alguns dos maiores sucessos da banda, como "Maroca", "Bolo de Ameixa", "Quem tem Bit tem Tudo", "A Expressão Exata" e "O Africano e o Ariano".

Nesse álbum, a formação da banda era: Fred Zero Quatro (voz, cavaquinho, guitarra, violão, banjo e surdo), Tony (bateria, caixa de ferramentas, programação de bateria eletrônica e backing vocal), Fábio (baixo), Bactéria (teclados, guitarra e backing vocal) e Marcelo Pianinho (percussão).

Ouça “Carnaval na Obra”


PARA LER

"Do Frevo ao Manguebeat Capa Comum" – por José Teles


Precioso painel sobre a música de Pernambuco, desde os grandes nomes do frevo, como Capiba e Nelson Ferreira, até a genial renovação de ritmos de Chico Science e Nação Zumbi - destacando ainda a cena tropicalista local, o desbunde dos anos 1970 e a fusão com o rock de Geraldo Azevedo e Alceu Valença. (Texto Amazon)

"Manguebeat" - por Julia Bezerra e‎ Lucas Reginato


O movimento musical manguebeat nasceu em Recife nos anos 1990 em meio a um período de declínio econômico do estado pernambucano. O mangue e seus caranguejos, fonte de renda para grande parte da população, representavam o sentimento dos jovens recifenses. Com forte viés de crítica política, as letras das músicas de Chico Science e dos garotos da Nação Zumbi falavam das minorias, dos marginalizados e dos excluídos. Uma mistura de hip-hop com maracatu fez da batida “mangue” um som extremamente original que conquistou vários artistas, como Antônio Nóbrega, Herbert Viana, Nasi e Thaíde. Neste livro-reportagem você irá conhecer o início da carreira de Chico Science, Fred Zero Quatro, Renato L., Jorge du Peixe, e dos demais profissionais que fizeram do manguebeat mais que um estilo musical, uma atitude. (Texto Amazon)

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