Gilú Amaral lança primeiro disco solo, "Peji"

Gilú Amaral é fundador da Orquestra Contemporânea de Olinda. Foto: Quem tá na cena



Por Flora Guedes

Álbum Peji é fruto da diversidade da pesquisa musical do percussionista pernambucano, fundador da Orquestra Contemporânea de Olinda

Para um trabalho tão intuitivo e intimista, o músico pernambucano Gilú Amaral, 34 anos, não poderia ter escolhido nome mais simbólico. Peji é o primeiro disco da carreira solo do artista, considerado um dos mais criativos percussionistas brasileiros da sua geração, e fundador da Orquestra Contemporânea de Olinda. A palavra de origem nagô significa altar, santuário, local de grande sincretismo onde são colocadas as imagens dos santos e orixás. Referência que o artista trouxe para o disco por meio dos instrumentos de percussão e em cada uma das sonoridades criadas para estabelecer uma conexão com a natureza, a espiritualidade e a ancestralidade.

“Lançar Peji é um sonho. O processo criativo foi muito interessante, porque a concepção aconteceu naturalmente, o disco praticamente não teve ensaios. Eu sabia muito bem o que queria de sonoridade, e também conhecia os músicos que estava chamando, então eu já imaginava o que iria acontecer no estúdio”, revela o artista, que também assina a produção do disco, que foi lançado nesta sexta (15). Ouça aqui!

Peji, que levou cinco anos para ser finalizado e reflete a diversidade do universo musical pesquisado por Gilú, tem dez músicas - cinco são instrumentais e cinco cantadas. “Eu quis mostrar um pouco dessa minha natureza de explorar várias linguagens, embora apresente alguns elementos que unificam o disco, como a viola distorcida e com pedal, e o baixo. A percussão obviamente é o ponto alto de todo trabalho”, explica o artista.

O disco reúne parcerias com amigos de ‘longas datas’ de Gilú como Hugo Linns, Nilton Junior, Juliano Holanda, Mavi Pugliese, Rapha B., Hugo Gila, Joás Santos e Gabriel Melo, além das vozes femininas de Sandy Alê e Erica Natuza. A capa e o design gráfico da capa do disco são assinados pelo artista plástico Toni Braga. Peji foi gravado no Fábrica Estúdios, mixado por Christiano Lemgruber e masterizado no Estúdio Pólvora, no Recife, por Rodrigo Araújo e Matias Severien. A produção executiva é de Félix Aureliano. 

GILÚ AMARAL: é reconhecido na cena musical pernambucana como um dos melhores percussionistas da sua geração. Dono de uma vasta experiência adquirida em parcerias com artistas como Naná Vasconcelos, Renata Rosa, Mundo Livre S/A, Bonsucesso Samba Clube, Marcelo Bratke e Banda de Pau e Corda. Dentre os seus trabalhos mais conhecidos estão a Orquestra Contemporânea de Olinda – da qual é o fundador - o Grupo Instrumental Wassab, Ave Sangria (nova fase) e Henrique Albino Trio.

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