Em estágio inicial, cura do câncer de mama pode chegar a 90%

Exame de mamografia. Foto: Edson Lopes Júnior/Gesp

Por Rádio USP

O tratamento do câncer de mama em estágio inicial, evitando a quimioterapia, é tema da entrevista com a professora Laura Testa, coordenadora do Ambulatório de Câncer de Mama do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp).

Um estudo norte-americano que analisou 10 mil mulheres considerava como estágio inicial os tumores menores localizados na mama sem a presença de linfonodos acometidos, com receptores hormonais positivos e sem a expressão da proteína HER2.

Durante o estudo, foi realizada uma avaliação molecular em pacientes com risco maior de recorrência da doença através do teste oncotype DX, que classifica as chances de a doença voltar e avalia se a quimioterapia pode reduzir efetivamente esse risco de retorno. As pacientes que não recebem a quimioterapia passam a receber um bloqueio hormonal, normalmente através de comprimidos consumidos diariamente para impedir a metástase.

Segundo a pesquisadora, quando o câncer de mama é diagnosticado em sua fase inicial, tem grande chance de cura. “Muitas pacientes têm um risco baixo de recorrência após o tratamento mais conservador, e hoje, mesmo nos diagnósticos iniciais, se consegue saber quais pacientes precisam de um tratamento mais agressivo para alcançar a cura.” O índice de cura para a fase inicial do câncer é acima de 90%.

O exame, entretanto, não é garantido pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e nem é listado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), o que não obriga a cobertura pelos planos de saúde.

Ouça íntegra da entrevista com a professora Laura Testa ao Jornal da USP no Ar, no player abaixo.



Comentários