Iron Maiden manda bem pela segunda vez no Recife (2011)


foto: Dudu Schnaider


Por AD Luna

Março de 2011


Em 2009, os fãs recifenses e nordestinos do Iron Maiden foram agraciados, pela primeira vez, com um show desse que é um dos grupos mais emblemáticos e amados do heavy metal. Por conta da elogiada infra-estrutura e do ótimo público que acolheu os ingleses (cerca de 18 mil pessoas), Recife foi novamente incluída na rota de uma turnê da banda. Dessa vez, 14 mil fãs compareceram, neste domingo (3/4), ao palco montado no estacionamento do Centro de Convenções do Recife para assistir a mais um grande concerto do sexteto liderado pelo baixista Steve Harris.

Antes do Maiden, os headbangers do Recife, de diversas cidades do interior de Pernambuco e de outras capitais do Nordeste puderam assistir à competente performance do Terra Prima, talentosa banda local que segue a linha do metal melódico. Os rapazes foram muito bem recebidos pelo público e encerraram a apresentação com o cover “Enter Sadman”, do Metallica.

Pouco antes das 20h, os alto-falantes reproduziam a música “Doctor Doctor”, do UFO, indicando que a principal celebração da noite estava prestes a começar. Gritos eufóricos entrecortavam a introdução gravada de “Satellite 15… The Final Frontier”, do álbum que dá nome à The Final Frontier World Tour. Ao ver os músicos no palco, a euforia do público cresce e explode quando eles efetivamente começam a tocar. O refrão é gritado com força pela plateia, que manteve o entusiasmo durante praticamente toda a apresentação dos britânicos.



Questionado em redes sociais da internet por alguns fãs, o repertório montado para esta turnê funcionou redondo no Recife. Claro que hits com mais de vinte décadas de criação como “Two minutes to midnight”, “The Trooper”, “The number of the beast”, “Fear of the dark”, “Running Free” e “The evil that men do” são os mais celebrados. Porém, sons como “The Wicker man” e “Blood of Brothers” (2000); “Coming Home”, “El Dorado” e “When the Wild Wind Blows” (2010) foram acompanhadas com grande atenção e empolgação pelo povo.

Questionado em entrevista concedida ao programa global Fantástico, há dois anos, sobre o porquê do estável sucesso do Iron em todo esse tempo, Steve Harris atribuiu isso, em parte, à preocupação com as construções melódicas das músicas. De fato, não só os refrões, como também diversos riffs e duetos de guitarra eram solfejados pelos maidenmaníacos durante o espetáculo em Recife.

MAIS sobre o Iron Maiden no Interdependente 

O piloto de avião, esgrimista, radialista, historiador e cantor Bruce Dickinson impressiona sempre pela competência vocal, pelo carisma e comunicação com o público. Suas falas entre as músicas são ouvidas com muita atenção pelo público. Em uma delas, antes de anunciar a já citada “Blood of brothers”, Bruce lamenta a catástrofe ocorrida recentemente no Japão. O público aplaude e se empolga quando ele aponta a universalidade dos fãs do Iron Maiden – gente de várias religiões, raças e etnias.

Na última música da noite, “Running Free”, Dickinson apresenta os outros festejados integrantes da banda – Janick Gers, Adrian Smith e Dave Murray, nas guitarras, e o super bem-humorado baterista Nicko McBrain.

Já está mais do que provado que Recife tem público e estrutura para receber outros grandes nomes do metal. Que venham Metallica, Ozzy Osbourne, Slayer…





PARA LER

"Iron Maiden. Run to the Hills" - Mick Wall

A história do Iron Maiden, desde sua origem nos pubs de Londres até seus shows nos imensos festivais mundiais, nos passa mensagens de autoconfiança, determinação e sacrifício pessoal em uma extraordinária odisseia musical. Muitos dos artistas da nova geração citam a banda como a maior influência que eles tiveram. Entretanto, para um grupo famoso no mundo inteiro por suas excitantes performances ao vivo, enormes espetáculos, mais de 60 milhões de discos vendidos, com inúmeras turnês com ingressos esgotados e sucessos sempre no topo da parada, este fenômeno não aconteceu da noite para o dia. (Texto Amazon)



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