Bel_Medula lança clipe para Silêncio Lugar



Por Thais Pimenta

Bel_Medula, projeto da cantora e compositora Isabel Nogueira, lança mais um clipe. Silêncio Lugar foi a faixa escolhida para estrear o vídeo dirigido por Luciano Zanatta, parceiro de vida e de banda de Isabel.  

Gravado em meio ao confinamento em tempos de Covid-19, Isabel conta que “lançar este clipe é lançar um estímulo a que se busque no autoconhecimento a paz que é necessária para que possamos direcionar nossa força para os objetivos concretos e urgentes que temos pela frente. Ouça seu lugar, sinta sua emoção, perceba seu corpo, conheça seu mundo, entenda para onde se quer ir”, aponta a artista.  


“Abrir as janelas do ócio”, ela diz 

Essa frase da música é como se fosse um sopro de esperança perante a um espaço-tempo que parece não ter mais começo, meio e fim, como o qual a sociedade se encontra atualmente. Um silêncio constante, que provoca, muitas vezes, a frequência de contemplação. “Percebo o silêncio de um lugar quase como um registro da passagem do tempo, sendo o tempo o único movimento enquanto tudo mais está parado. Daí ser possível contemplar os silêncios que os diferentes lugares oferecem, notando como cada lugar tem o seu aquietar característico”, reflete Luciano. 

Neste embalo, o vídeo brinca com as atmosferas do micro e do macro, ao misturar a presença de Isabel com a rua e com a sua casa - representada neste clipe pela cafeteira. “Reflexos desta rua entram como glitch na imagem da Bel cantando, intuindo os ecos do mundo lá fora que vem e vão dentro de cada um de nós, seja o mundo anteriormente experimentado, seja a preocupação com o que se passa além das nossas paredes”, comenta Luciano. 

“Da mesma forma, os ecos da performance ao vivo, em cima do palco, que agora se encontra tão distante, entram como glitch fantasma, afirmando o quanto a interação com a banda ressoa dentro deste silêncio forçosamente construído pelo confinamento. A cafeteira aparece em um movimento de transformação, ecoando a necessidade de materialização de uma nova rotina e ao mesmo tempo convertendo-se devagar em flor biônica-ciborgue, que expõe a necessidade de novas formas de vida”, completa.

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