Mulamba e MC Tha complementam atrações do GRLS!


Mulamba está no festival GRLS!. Foto: Divulgação


Kylie Minogue, Linn da Quebrada, Iza, Little Mix, Gaby Amarantos e Tierra Whack somam às duas últimas atrações anunciadas pelo festival que acontece no Memorial da América Latina, nos dias 07 e 08 de março

 Espaço GNT Talks traz discussões e debates com Conceição Evaristo, Linn da Quebrada, Djamila Ribeiro e Lovefoxx, entre outros
O festival GRLS! anuncia as curitibanas do Mulamba e a paulistana que une o funk com a umbanda MC Tha. Consideradas revelações pela crítica musical, elas se juntam à australiana Kylie Minogue, ao discurso afiado de Linn da Quebrada, à sensação pop Iza, à girlband britânica Little Mix, ao tremor de Gaby Amarantos e à rapper americana Tierra Whack. 

O festival, que acontece nos dias 7 e 8 de março no Memorial da América Latina e com a curadoria da Popload, abre as vendas online hoje, dia 20 de janeiro, às 12h. Inicialmente somente poderá ser adquirido o passaporte para os dois dias, com as opções de shows, talks ou ambos. Todos os ingressos dão acesso ao Conexões.

Com a proposta de representar um grito silenciado, o sexteto Mulamba traz em sua sonoridade uma diversidade que passa pelo rock à música erudita, com um forte posicionamento feminino. A banda que existe desde o final de 2015 conquistou visibilidade após a repercussão do clipe de “P.U.T.A”, que ultrapassou três milhões de visualizações no Youtube. O primeiro disco, lançado em 2018 conquistou grande reconhecimento, entrando para a lista de melhores de ano de blogs e sites musicais e foi considerado um dos melhores lançamentos do ano pela Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA).

SOBRE MULAMBA

Juntas desde dezembro de 2015, Amanda Pacífico (voz), Cacau de Sá (voz), Caro Pisco (bateria), Érica Silva (baixo, guitarra e violão), Fer Koppe (violoncelo) e Naíra Debértolis (guitarra, baixo e violão) são contundentes em reiterar os anseios e as inquietações de quem transforma a luta pela igualdade de gênero em batalha diária.

Já participaram de importantes festivais como Psicodália (SC), Soma Sonora (SP), SIM São Paulo (SP), O Vento (SP) e FLIP (RJ). Também se apresentaram ao lado de novos nomes da música brasileira, como a abertura do show do Francisco, el hombre com participação das Bahias e a Cozinha Mineira, no Circo Voador (RJ). Além disso, elas promovem o Sarau Mulamba semestralmente, em Curitiba, que está em sua quarta edição. Ele surgiu da urgência por iniciativas que contemplem o protagonismo da mulher em diferentes manifestações artísticas, promovendo o diálogo entre as artistas e o público, no intuito de despertar o debate sobre as questões de gênero, encorajamento e liberdade.


MC THA

Já a MC Tha traz a força da mulher da periferia paulistana, com um som que funde o funk com a umbanda, que colocou a cantora e compositora como um dos grandes destaques musicais do ano passado, quando lançou seu primeiro disco, “Rito de Passá”. 

Moradora da Cidade Tiradentes, extremo leste de São Paulo, ela começou sua carreira aos 15 anos cantando nos bailes funks organizados em seu bairro e desde cedo teve que se posicionar como mulher diante de um universo musical tão dominados pelos homens.

Em seu disco de estreia, que não se resume a um ritmo ou levantar bandeiras, ela traz composições com suas lembranças mais íntimas e traz as participações de Manoel Cordeiro e seu filho Felipe Cordeiro, Jaloo, Ubunto, DJ Tide e MU540.

SOBRE MC THA
Ela lançou cinco singles e um EP acústico, “Versões”, para então mostrar seu disco de estreia. “Ritos de Passá” foi lançado no ano passado, de forma independente e com a produção de Pedro (Pedrow!). O álbum propõe esse mergulho numa sonoridade musical diversa, que passa pelas paisagens de Cidade Tiradentes, Nordeste e traz as cores dos amigos paraenses. Cada faixa, todas compostas por ela, conta uma história e pra quem ouve e atenta-se aos sinais, todas elas formam uma só narrativa no final. Que também é um começo. 

Mas não é só a música que dá o tom do GRLS!. Em sua primeira edição, o festival abre espaço também para debates e discussões que permeiam a questão feminina com dois espaços criados especialmente para isso, os espaços Conexões e GNT Talks.


CONEXÕES
Somada à programação dos Talks, uma área do festival envolvendo selos, coletivos e ONGs com oficinas, imersões e bate-papos. Confira a programação:

SÊLA: 
Espaço dedicado ao encontro de profissionais que buscam respostas sobre o futuro de seus projetos.Consultoria gratuita oferecida ao público por Camila Garófalo, idealizadora da SÊLA. Cobertura da atividade nas redes sociais da @selamusical (stories do instagram e matéria no site mulhernamusical.com.br).

GIRLS ROCK CAMP:
O projeto feminino montou um set de ensaio com 2 guitarras, baixo, bateria, teclado e voz, onde meninas e mulheres visitantes poderão experimentar tocar em uma banda fazendo jams com as instrutoras e demais visitantes que estiverem na atividade teremos uma instrutora para cada instrumento pronta para dar as primeiras dicas no instrumento. escolhido.
Oficina História Das Mulheres Na Música: Música é lugar de todxs! A representatividade e porque ela é importante. A música como palco de protesto reivindicação e expressão de mulheres. As pioneiras, as girlbands, as instrumentistas.
Oficina Guitarra Para Meninas: A proposta da oficina é desmitificar o instrumento a partir do aprender fazendo, sem exigências de técnicas ou virtuosismo, mas sim sentir o instrumento como forma de expressão. Num clima descontraído são ensinadas noções básicas do instrumento e brincadeiras com pedais de efeito.  Para meninas de de 7 a 17 anos.

+ GRLS:
Espaço +GRLS com divulgação da plataforma, possibilidade das mulheres que estiverem no evento e que trabalham com criatividade de incluir seu currículo no banco de talentos MORE GRLS +. Dinãmica da consciência de privilégio, questionamento do processo meritocrático, jogo para mostrar o seu lugar na sociedade, as barreiras da mulher e forma prática de quebrar estas barreiras. 

RAMA:
Durante os dois dias do GRLS! voluntárias da RAMA, em sistema de rodízio, irão receber os participantes e conversar, com xs interessadxs, sobre a agrofloresta e a relação mulher/agrofloresta.Além dessas conversas espontâneas, serão oferecidas rodas de conversa, em horários pré-definidos, sobre os seguintes temas:  Vivendo em harmonia com a Natureza; A floresta que cura, e a transformação pela relação com a terra; Ciclos da vida: Mulheres na Agrofloresta; Agroflorestas e hortas urbanas; Mulheres nômades. 

GNT TALKS
Em parceria com o canal GNT, o GRLS! promove nos dois dias de festival palestras e workshops com objetivo de inspirer, gerar transformação e ação. 

A produtora cultural Isis Vergílio e a jornalista Renata Simões, responsáveis pela curadoria do espaço.convidaram para o espaço a escritora Conceição Evaristo, Linn da Quebrada, a filósofa Djamila Ribeiro, a bailarina Camila Ribeiro, a cantora Lovefoxx, a jornalista Cris Naumovs, a líder indígena Alessandra Mundukuru, as apresentadoras Didi Couto e Astrid Fontenelle, a astróloga Br00na, as integrantes da banda Mulamba e a pesquisadora Carla Akoritene, entre outrxs. Entre os homens convidados estão o escritor Antonio Prata, o fotógrafo Cartiê Bressão e o candomblecista Pai Rodney. Mais nomes serão divulgados nesta semana.

Entre os painéis propostos estão os temas: “Conexão corpo e mente”, “Amanhã Chegou: construindo um novo mundo”, “Obrigação de Textão”, “Nos leiam”, “Cancelar e ser Cancelado”, “Amamos o que fazemos e queremos pagar os boletos” e “Plateia entrevista“.

GRLS!
O mais novo festival brasileiro pretende reconhecer, valorizar, transformar e celebrar o papel das mulheres na cultura. Com curadoria da POPLOAD, em dois dias, o evento irá mesclar palestras, oficinas, rodas de conversa e muita música! Tudo feito, composto e estrelado por elas, mas destinado a todes*. 

“Pensamos em um festival feito por mulheres e não-binários, mas que crie uma discussão para todos os gêneros. Queremos fazer pensar, refletir e também conectar todas as pessoas. A mulher sempre tem que se esforçar mais, se impor mais e conquistar mais para ser respeitada. Temos muitas mulheres fortes em todos os setores da indústria da música, tanto no palco como atrás dele, fazendo tudo acontecer. Queremos amplificar essas vozes e ser um marco neste sentido. Celebrar tudo o que já foi conquistado e abrir caminho para o que ainda precisamos melhorar, criar e conquistar”, afirma Paola Wescher, diretora artística da T4F e sócia da Popload.

Para inserir o público na essência de GRLS!, até os dias do festival, serão produzidos podcasts pela Popload Radio e matérias exclusivas sobre as artistas e as ativações em um portal feito especialmente para GRLS!.

*todes: para promover uma inclusão na linguagem de GRLS!, a palavra “todes” será utilizada para se referir ao público de forma a respeitar a diversidade das identidades.

CONCEITO
Inspiração, reflexão, transformação e ação são os ideais que compõem o festival GRLS!, que  irá proporcionar um espaço onde as pessoas possam ser ouvidas, passar suas mensagens adiante, ganhar visibilidade e ser reconhecidas adequadamente. 

A música é uma das formas mais profundas de conectar as pessoas e fazer acontecer. Para unir essa energia com a força e o empoderamento feminino, o festival se compromete a ter uma escalação 100% composta por artistas mulheres, internacionais e nacionais, representando vários estilos musicais como pop, MPB, indie, R&B e hip-hop. 

Mas a força de GRLS! vai além. O diálogo é uma das ferramentas mais poderosas de promover mudanças e ampliar vozes, por isso, o público terá a oportunidade de vivenciar essas transformações nos dois dias do festival. Talks será um espaço dedicado a palestras, oficinas e de muita conversa e com a pretensão de fazer com que as discussões geradas dentro de GRLS! se amplifiquem para outros espaços e outros grupos de pessoas. 

Isis Vergílio e Renata Simões serão responsáveis pela curadoria do Talks. Produtora cultural, Isis Vergílio é atualmente colunista do site da revista Marie Claire e produtora da filósofa Djamila Ribeiro. Renata Simões é diretora, repórter e mediadora em debates. Hoje, ela brilha falando sobre música e cultura como ninguém nos programas Escala Musical e Metrópolis da TV Cultura.

Para conhecer a realidade de quem trabalha efetivamente em prol das mulheres, GRLS! também contará com a presença de coletivos que englobam todas as causas relevantes do universo feminino ao quebrar barreiras e defender a representatividade.

ESTATÍSTICAS
GRLS! entende que há questões muito importantes a serem discutidas e questionadas na indústria musical e do entretenimento. Apesar da sensação de que as mulheres vêm conquistando um espaço bem mais significativo, os números mostram que ainda há muitos desafios pela frente.

Em eventos e festivais de música, 87% das escalações são compostas por homens. Neste cenário, os cachês das artistas mulheres são 28% menores que os dos homens, uma diferença que aumenta com a idade. Os levantamentos foram feitos pela BBC Reality Check e União Brasileira de Compositores.

A desigualdade vai além da esfera dos eventos. Da composição à produção, o ambiente musical é dominado por eles: oportunidades, premiações, facilidade de ascensão, aceitação e até de reconhecimento. 

Em 2018, 83% dos artistas mais populares da música foram homens, e apenas 12% das 600 músicas mais populares do mundo foram feitas por mulheres. De acordo com dados publicados pela Official Charts Company. E quando pensamos em produtores, a disparidade é ainda mais chocante: a proporção de produtores homens para mulheres nas 400 músicas mais populares de 2018 foi de 47 homens para 1 mulher.

Segundo dados da União Brasileira de Compositores, no Brasil os homens ainda detêm 90% do valor total distribuído e as mulheres ganham em média 28% a menos. Em 2017, entre os 100 artistas que mais faturaram apenas 17 eram mulheres. 

Uma campanha internacional iniciada pela PRS Foundation (fundação inglesa que apoia e financia novos talentos musicais pelo Reino Unido) desafiou festivais do mundo todo a igualarem suas escalações em 50/50 até 2022. Até o momento, 45 festivais já toparam o desafio. E em 2019, o espanhol Primavera Sound se tornou o primeiro grande festival a cumprir a promessa!

Com isso, GRLS! surge para ser um marco na história de festivais do Brasil ao cumprir esse desafio e criar um evento capaz de promover empoderamento, transformação e ação. Tudo feito por elas, mas para todes!

FESTIVAL GRLS!
Realização: TIME FOR FUN
MEMORIAL DA AMÉRICA LATINA
Datas: 07 e 08 de março de 2020 (sábado e domingo)
Abertura das portas do espaço Talks: 9h30
Abertura das portas do espaço Shows: 14h00
Local: Memorial da América Latina (Av. Auro Soares de Moura Andrade, 664 – Barra Funda, São Paulo – SP - CEP: 01156-001).
Capacidade: 18.000 pessoas por dia
Classificação etária: Todas as idades. A partir de 16 anos desacompanhados. Até 16 anos somente acompanhados de um responsável legal. Este evento requer autorizações específicas, acompanhe a atualização da expedição de alvarás através do site oficial.

SHOWS 07/03
Kylie Minogue
Tierra Whack
Gaby Amarantos
Linn da Quebrada

SHOWS 08/03
Little Mix
Iza
MC Tha
Mulamba


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