The Raulis e Samuel Samuca lançam clipe de "Sem querer sonhar"



Por Rebeca Gouveia

Fincando seu pé na malemolência latina, a banda The Raulis se afirma mais uma vez como os percursores do SurfCumbia, vertente que mistura o surfmusic e a cúmbia digital. Dessa vez, a banda inova, trazendo pela primeira vez uma letra cantada ao seu som instrumental, em uma parceria com Samuel Samuca.  A parceria resultou em uma faixa divertida, dançante, quente e colorida. A Cúmbia d’El Rato con Asas, ganha a voz de Samuca, que narra a história de um amor platônico na faixa ‘Sem Querer Sonhar’, com batidas eletrônicas e guitarras ardidas.

O power trio, que antes era guitarra, baixo, bateria e sinths, agora fugiu totalmente do obvio e se transformou em formato diferenciado. Agora, permanece a guitarra com o mascarado performático, Arthur Dossa, e Gabriel Izidoro assume a função da fuleiragenzinha, soltando os samples mais inusitados e atacando com o sinth. Arquétipo Rafa, assume outros sinths e bateria eletrônica. O resultado: diversão certa.

Com novas formas e texturas a banda traz um som singular, elaborado e de fácil compreensão. Eles ousam na proposta de mesclar um som não convencional, mas que chega fácil aos ouvidos, misturam a malemolência latina com o peso do surf rock e criam o SurfCúmbia. Na nova fase, Os Raulis apresentam sinais de safadeza e trazem elementos do brega para esse blend de ritmos.

Definir os Raulis é como coloca-los dentro de uma caixa. E, lá eles não cabem. “A gente veio de Recife, que é uma escola musical de onde saem grandes experiências rítmicas e a gente gosta de testar sempre novas misturas, como rock com brega, piscodélica com o tropical, o nada convencional”, explicou Dossa.


The Raulis leva latinidade ao surf music e batiza o SurfCumbia

O resultado desses experimentos é um show divertido e dançante, cheios de surpresas e interações. “Nós somos uma banda instrumental, mas prezamos em não ter nenhum tipo de erudição. Esqueçam aquele modelo de show parado cheios de solo”, completou.

The Raulis aposta na fusão de ritmos e tem como proposta colocar o público para balançar, interagir e fazer parte do show. Para isso, o grupo usa instrumentos eletrônicos com os elementos clássicos de guitarra, mas sem perder a qualidade das batidas.

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