Cannibal fala do projeto Café Preto no Interdependente #60


Cannibal em show no Sesc Carmo, em São Paulo. Foto: Drico Galdino


Cannibal participa do Interdependente - música e conhecimento #60 e fala sobre a Café Preto. O músico é também integrante da banda punk rock hardcore Devotos, do Recife. O segundo disco, "Oferenda", foi lançado no início de outubro de 2018. 

E ainda, músicas novas de Barro, Djavan, Pepeu Gomes, Gilberto Gil, Elba Ramalho e um som surpresa.

Ouça a versão estendida do programa.


Em “Oferenda”, o Café Preto continua bebendo da fonte jamaicana com sonoridades de dub e ragga e soma a essa mistura o funk em suas mais variadas vertentes e música eletrônica. 

No Café Preto, Cannibal tem como parceiro o músico PI-R. Na obra, a voz do filho ilustre do Alto José do Pinho aparece com delays e reverbs característicos do dub e surpreende evidenciar uma outra aptidão, de letrista que transcende a temática social do punk rock.

A cantora paulista Céu divide os vocais com Cannibal em “Água, Fogo, Terramar”, produzida por Pupillo, música já lançada em compacto em vinil pela Polysom. Lucas dos Prazeres, o baixista Claudio Negrão, Maria Vitoria e Marina, filhas de Cannibal e Pierre respectivamente, Marcelinho Da Lua e  e de Mano Black na cuíca e surdo. 

O poeta Miró e Spok (líder da Spok Frevo Orquestra) fazem participações especiais em “Norma” e em “120km”, respectivamente. “120km” é a primeira faixa de trabalho e traz um clipe dirigido pelo cineasta Ricardo Maia, recém lançado. 



O nome do projeto surgiu durante uma turnê internacional da banda Devotos. Ao pernoitar na Eslovênia, o garçom perguntou a Cannibal se não desejaria um Black Coffee. O músico gostou da sonoridade das palavras e resolveu batizar assim o projeto. O aportuguesamento do nome aconteceu através de uma conversa informal com Jorge Du Peixe.

O primeiro disco do grupo, intitulado ‘Café Preto’, foi lançado em 2012 e já foi apresentado em shows no Rio e em São Paulo, além de diversas cidades pernambucanas. Durante este período, o disco obteve críticas positivas de veículos como Folha de São Paulo, Rolling Stone e Carta Capital. (Com Carola Gonzalez)

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