Pernambucana Café Preto lança segundo álbum em São Paulo

Cannibal é a voz do Café Preto. Foto: divulgação

Por Carola Gonzalez

O trabalho paralelo de Cannibal, vocal do Devotos, mistura ragga, dub, funk e EDM

Em seu segundo álbum, intitulado “Oferenda”, a banda pernambucana Café Preto segue a beber da fonte jamaicana com sonoridades de dub e ragga e soma a essa mistura o funk em suas mais variadas vertentes e música eletrônica. O disco está disponível a partir de hoje em todas as plataformas digitais pela gravadora Deck. 

Café Preto é a banda paralela de Cannibal - mais conhecido por ser a voz do Devotos (ex do Ódio) -  em parceria com o músico PI-R. A banda faz show de lançamento no Projeto Novos Encontros na segunda feira, 29 de outubro de 2018, às 19 horas, no SESC Carmo, com participações especiais das cantoras pernambucanas Alessandra Leão e Flaira Ferro.

Na obra, a voz do filho ilustre do Alto José do Pinho aparece com delays e reverbs característicos do dub e surpreende evidenciar uma outra aptidão, de letrista que transcende a temática social do punk rock: “sempre quis cantar e escrever outras coisas e o reggae sempre esteve muito presente na minha vida. Fiz a Café Preto com o pensamento de musicar as letras que não entrariam na Devotos, sempre escrevi muito e não escrevo só temas sociais”, conta Cannibal.

Em “Oferenda”, a cantora paulista Céu divide os vocais com Cannibal em “Água, Fogo, Terramar”, produzida por Pupillo, música já lançada em compacto em vinil pela Polysom. Lucas dos Prazeres, o baixista Claudio Negrão, Maria Vitoria e Marina, filhas de Cannibal e Pierre respectivamente, Marcelinho Da Lua e  e de Mano Black na cuíca e surdo. O poeta Miró e Spok (líder da Spok Frevo Orquestra) fazem participações especiais em “Norma” e em “120km”, respectivamente. “120km” é a primeira faixa de trabalho e traz um clipe dirigido pelo cineasta Ricardo Maia, recém lançado. 


“A Café Preto não é só música, é um conceito. Convidei um amigo estilista chamado Eduardo Ferreira para fazer o figurino, gosto muito dos cantores que se vestem para cantar: Marvin Gaye, David Bowie, Gregory Isaacs, Grace Jones, todos uma elegância impecável. O novo figurino é feito por Chico Marinho, os sapatos por Jaison Marcos e as fotos de Renato Filho.E a capa foi feita por Haidée e Mabuse o desenho é de Gajja”, explica Cannibal.

O nome do projeto surgiu durante uma turnê internacional da banda Devotos. Ao pernoitar na Eslovênia, o garçom perguntou a Cannibal se não desejaria um Black Coffee. O músico gostou da sonoridade das palavras e resolveu batizar assim o projeto. O aportuguesamento do nome aconteceu através de uma conversa informal com Jorge Du Peixe.

O primeiro disco do grupo, intitulado ‘Café Preto’, foi lançado em 2012 e já foi apresentado em shows no Rio e em São Paulo, além de diversas cidades pernambucanas. Durante este período, o disco obteve críticas positivas de veículos como Folha de São Paulo, Rolling Stone e Carta Capital.

Serviço:
Lançamento de Oferenda da Café Preto
Projeto Encontros Sonoros - Sesc Carmo . Rua do Carmo, 147 - Sé, São Paulo - SP
Dia 29/10, segunda-feira às 19 horas
Entrada de R$ 10 a R$ 20
Para maiores de 16 anos 

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