A "Escola sem partido" dos fundamentalistas americanos

Foto: Internet


Por AD Luna
ad.luna@gmail.com

Até os dias atuais, cristãos fundamentalistas norte-americanos trabalham para impor suas visões particulares sobre a educação. Diversas tentativas têm sido feitas para forçar o ensino do criacionismo em escolas públicas, por exemplo.

A pesquisadora Karen Armstrong, em seu livro "Em nome de Deus: o fundamentalismo no judaísmo, no cristianismo e no islamismo" (Companhia das Letras). relata algumas vitórias obtidas por fundamentalistas durante as décadas de 1970 e 1980. 

Em janeiro de 1982, por exemplo, cristãos da cidade de St. David´s, no estado do Arizona, conseguiram banir de escolas livros de Mark Twain, John Steinbeck, Joseph Conrad, entre outros.

No ano seguinte, uma campanha foi organizada no Texas com o intuito de "reintroduzir Deus nas escolas". A ideia era reprovar posturas liberais evidentes em (bom lembrar que, nos Estados Unidos, o termo liberal pode ser tomado como sinônimo de esquedista):

"questões abertas que levam os alunos a tirar conclusões próprias; declarações sobre outras religiões, que não o cristianismo; declarações concebidas para refletir aspectos positivos dos países socialistas ou comunistas (por exemplo, que a União Soviética é o maior produtor de mundial de determinados cereais); qualquer aspecto da educação sexual que não o incentivo à abstinência; declarações que enfatizam contribuições feitas por negros, índios, americanos-mexicanos ou feministas; declarações favoráveis aos escravos americanos e desfavoráveis a seus senhores; e declarações favoráveis à teoria da evolução, a menos que se conceda o mesmo espaço  teoria da criação" (criacionismo).


OS MEDOS BÁSICOS DOS FUNDAMENTALISTAS

O casal Mel e Norma Gabler, que liderou a campanha, foi derrotado nos tribunais. Porém, temendo baixas nas vendas, os próprios editores tomaram a iniciativa de mudar textos dos livros.

Karen Armstrong observa que esse movimento evidenciou o que seriam os principais temores dos fundamentalistas em relação à cultura moderna: medo de colonização, de especialistas, de incerteza, de influência estrangeira, de ciência e de sexo.

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