Documentário "Pesado" chega ao Sertão de Pernambuco

O baterista Garnizé e o vocalista e baixista Washington Pedro tocaram juntos na The Ax. Foto: Divulgação


Após ser exibido em mostras e festivais no Recife, Goiana (PE) e Belo Horizonte, o documentário "Pesado - Que Som É Esse Que Vem de Pernambuco?" agora ruma para o Sertão de Pernambuco: nesta sexta, 25 de maio, o longa dirigido por Leo Crivellare e roteirizado por Wilfred Gadêlha será uma das atrações principais da quarta edição da Mostra Pajeú de Cinema. A exibição terá palco às 20h, no tradicional Cine São José,  na Rua Newton César, s/n, no Centro de Afogados da Ingazeira . A entrada é gratuita.

Antes do documentário, produzido pela Jaraguá Produções, haverá exibição do novo clipe do Devotos (banda de hardcore do Alto José do Pinho, Zona Norte do Recife, que também está presente em "Pesado - Que Som É Esse Que Vem de Pernambuco?"), "Eu O Declaro Meu inimigo", dirigido por Marcos Buccini e Thiago Delácio, além do curta "A Retirada Para Um Coração Bruto" (MG), de Marco Antônio Pereira. 

Logo após a sessão, o diretor Leo Crivellare e o roteirista Wilfred Gadêlha vão participar de um debate sobre o documentário, que foi financiado pelo Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura (Funcultura). “Participar da Mostra Pajeú é uma grande oportunidade. Uma janela muito interessante para a divulgação do filme.  A gente quer  rodar todo o Brasil com o filme, levando o debate em torno da cultura metal e contribuindo para o fortalecimento da cena”, destaca o diretor.  “É uma excelente chance de conversarmos com a galera do interior sobre o nosso filme. Sempre é bom lembrar que a cena pernambucana é muito forte em cidades como Caruaru e Surubim e isso está presente no documentário”, afirma Gadêlha. 


"Pesado" é uma experiência de imersão na cena metal de Pernambuco, a partir da sua gênese, ainda nos anos 70, passando pelos anos de consolidação nas décadas seguintes até chegar o momento atual, em que centenas de bandas disputam holofotes em um Estado amplamente conhecido como diverso culturalmente. O diálogo entre metaleiros e outros atores do underground e da cultura de massa é um dos conflitos que move o filme. Depoimentos emocionantes, imagens raras e uma trilha sonora de artistas que nem mesmo chegaram ao disco são pontos fortes da obra.

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