Coco Raízes de Arcoverde é uma das atrações da Sambada do Mestre Biu

Coco Raízes de Arcoverde. Foto: Divulgação


Por Esquiva Comunicação e Cultura
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Consagrada como um polo de resistência negra na Região Metropolitana do Recife, a Sambada do Mestre Biu vai acontecer na próxima terça-feira (1) em edição especial de aniversário. Comemorando seu primeiro ano de existência, o evento vai reunir nomes de peso da cultura popular no Campo do Café, no bairro da Linha do Tiro, zona norte do Recife, a partir das 14h. Coco de roda, afoxé, maracatu e ciranda são alguns dos ritmos que vão embalar a festa, que também comemora o Dia Internacional da Classe Trabalhadora.

Um dos destaques da programação é o Coco Raízes de Arcoverde, que traz consigo o retrato da poesia do sertão e do regionalismo nordestino em forma de coco. Fundado em 1992 pela junção de três famílias reconhecidas pela tradição no brinquedo, os Lopes, os Gomes e os Calixto, o grupo já fez apresentações em países como Alemanha, França, Itália, Noruega e Bélgica. Atualmente passam por uma forte crise financeira, com risco de perder a sua sede por atraso no pagamento do aluguel. Em razão dessa situação, foi iniciada neste ano uma campanha, através de uma rede de colaboradores, para arrecadar fundos com a finalidade de quitar as dívidas e reformar o espaço onde são realizadas suas atividades. 

Conduzido pela experiente Maria Helena Sampaio, o Afoxé Oyá Tokolê Owo é outra atração que vai subir ao palco acompanhada por um público fiel. Criado em 2004 no bairro de Dois Unidos, em Recife, o grupo carrega para as ruas os fundamentos do candomblé nagô, e é composto pela ala percussiva, backing vocals, além do balé Nagô Ajô. O festejo recebe ainda o Maracatu Nação Encanto da Alegria, atual campeão do grupo especial do Carnaval do Recife, sob o comando do jovem Mestre Felipe Tavares, além do coquista Mestre Zeca do Rolete, Aurinha do Coco, Afoxé Omim Sabá, Coco do Gavião, Ciranda Sant’Anna, Coco de Zé Neguinho, Charanga do Bié, Coco Chapéu de Palha, Afro Samba Mangue, Menestréis Cantador, Pedagogia do Coco e Pinha Brasil e o Coco Virado.


Além dos shows, a sambada também vai render homenagens a pessoas que contribuíram para a consolidação desse primeiro ciclo, como Aurinha do Coco, cantora, compositora e griô, natural de Olinda, uma das mais fortes expressões do celeiro cultural que é o bairro do Amaro Branco, e Marcos Silva, babalorixá do Centro Espírita Caboclo Canindé e fundador do Coco do Gavião, falecido recentemente.


Fruto de uma produção independente desde a sua primeira edição, a sambada é organizada pelo Mestre Biu Wilson e acontece uma vez por mês, sempre no último domingo. A iniciativa surgiu com o intuito de fomentar a cultura popular na zona norte do Recife, criando também um espaço de intercâmbio com grupos de outras regiões da cidade e do estado. Apesar da pouca idade, o evento já se firmou entre as sambadas tradicionais e integra o calendário cultural do município.

Serviço:
Aniversário da Sambada do Mestre Biu
1º de maio de 2018 – a partir das 14h
Campo do Café - Terminal da Linha do Tiro
(Rua Uriel de Holanda, s/n - Recife)
Entrada gratuita – Classificação livre

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