Ouça "Mundo engano", novo álbum da banda Eddie




Produzido por Pupilo, baterista da Nação Zumbi, Mundo engano é o novo álbum da banda olindense Eddie. "Esse trabalho está muito próximo da nossa identidade, mas, de alguma maneira, tentamos não repetir nossos êxitos anteriores. A gente quer sempre evoluir e renovar a nossa própria música”, diz Fábio Trummer.

O disco, sétimo da carreira do grupo, tem diversas participações como Martin Mendonça (violões de aço), que toca com Pitty, Orquestra de Frevo Henrique Dias, Jorge Du Peixe, Tiné (backing vocal), e Ganga Barreto (backing vocal).

Em texto distribuído à imprensa, a banda descreveu cada faixa da obra, que pode ser ouvido na íntegra abaixo.


A Correnteza faixa que inicia o disco, inspira-se na obra de Cartola e, também, em "Trabalhadores do Mar”, de Victor Hugo.

Na sequência, O Mar Apaga abre roda para um samba surf, beira de praia.

Partindo para uma canção popular e de groove sofisticado, Dobra Esquina é um pouco do Caribe, Nordeste e rock and roll. “Essa letra fala sobre a vontade de encontrar um grande amor e dividir tudo que acontece em nossas vidas com a pessoa desejada”.

Girando o Mundo homenageia o carnaval de rua e desenha tudo aquilo que move a festa. Traz o retrato de um casal vivendo a diversidade da folia e, principalmente, a embriaguez da felicidade que ela proporciona.

O Mar Lá Fora tem lembranças dos veraneios e pequenos momentos que duram para sempre. É um mergulho, de mãos dadas, nas águas transparentes, nos amores amadurecidos ao sol, nas férias que aquecem o coração por toda a vida.

Inspirada no livro Encostado em Meu Rancor, do João Antônio, Brooklin tem um beat mais marcado, quase Hip Hop, que é uma forte inspiração para a track. A narrativa é de uma cidade dos imigrantes e populares durante suas jornadas individuais por trabalho, moradia, oportunidade e, principalmente, igualdade. Tudo isso, em São Paulo.

Medo da Rua, uma regravação do Trummer Super Sub América, evidencia o terror da violência, a aversão de classes e a política do medo exibida, em rede nacional, todas as tardes nas emissoras de tv e rádio.

A próxima composição, Vivo Tendo Fogo, é estimulada no forró nordestino e nas letras de raggamufin. Não há intenção de formar opiniões ou passar alguma mensagem. Single é uma espécie de trava-línguas, onde as palavras repetidas transformam o sentido em melodia, melodia em interpretação de sentido. Uma homenagem que vai de Pato Banton ao Genival Lacerda.

O poema Para Iemanjá, de Marcelino Freire, foi convertido em música para denunciar os maus tratos que os oceanos sofrem pela ação, desequilibrada e inconsciente, dos seres humanos. O resultado é um samba torto à la Eddie, com violão de 7 cordas, transformando o trabalho em um manifesto das lutas que travamos por um meio ambiente mais saudável para nosso futuro.

Fechando, De Pouco em Pouco expressa, em poesia, o sentimento de perder uma pessoa importante. Aquela que, jamais, poderá ser substituída.

Com quase 30 anos de estrada, a Banda Eddie, formada por Fábio Trummer (Guitarras & Voz), Alexandre Urêa (Percussão & Voz), Andret Oliveira (Trompetes, Teclados & Samplers), Rob Meira (Baixo) e Kiko Meira ( Bateria), segue costurando velhos e novos acordes, “passos combatentes vencendo as escadarias”. Em Mundo Engano, “os pés derivam em novos rumos.”

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