Uma das coisas mais incríveis de se trabalhar com jornalismo impresso é a oportunidade de vivenciar a prática do DESAPEGO, de estimular a consciência de que NADA é permanente, (talvez, apenas a IMPERMANÊNCIA o seja). A mim não causa desgosto algum ver a materialidade do trabalho intelectual (ou seja, o papel) ser usada para depositar comida para cachoro, no meio da rua, como vi hoje, entre outras utilidades. Isso me lembrou aquele trabalho meticuloso que monges do budismo tibetano fazem para construir belíssimas e incríveis mandalas de areia. Depois de prontas e de breves momentos de contemplação, eles simplesmente dissolve tudo aquilo. E, em outra ocasião, retomam o ato de construir novas mandalas. E assim a vida segue... IMPERMANENTE!
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