Faith no More no Maquinária: queixos caídos e pescoços quebrados

Mike Patton, vocalista do Faith no More. foto: Marcos Hermes 

por AD Luna 

O Faith no More deixou os fãs brasileiros com imensos sorrisos neste sábado (07/11). Eles encerraram o primeiro dia do festival Maquinária 2009, realizado na Chácara do Jóckey, em São Paulo. Os caras fizeram jus à posição de atração principal e apresentaram um show espetacular. No mesmo dia, bandas escolhidas pelo público internauta se apresentaram no palco MySpace e outros importantes nomes do rock nacional e internacional tocaram no palco principal. 

Fora o “felômeno” Faith no More, os nacionais Nação Zumbi e Sepultura foram tão competentes quanto Deftones e Janes´s Addiction. Ainda que este escrevente tenha se empolgado muito mais com os dois brazucas. Mas, vamos ao “inacreditível” Faith no More. A sensação que tive ao deixar o show é parecida com a que me toma ao curtir o Carnaval do Recife. Você sabe ou imagina como vai ser, mas acaba sempre se surpreendendo. 

Eu desconfiava que o negócio ia ser bom, mas acabou sendo absurdo. E por algumas razões específicas. Vamos a elas: Uma banda versátil - Faith no More é um grupo de hereges que detonam o dogma do rock básico. Nada contra, muito pelo contrário, acho sensacional uma bateria retinha, acompanhada por uma levada de guitarra com três ou quatro acordes, mas é muito bom ver uma banda conseguir tocar (bem) diversos estilos com naturalidade tais como pop, hip hop, soul, metal etc. e fugir daquele padrão.

Roteiro diferenciado - Esse leque de sons é valorizado pela disposição das músicas durante o show. Ao contrário de boa parte das bandas, que organizam suas apresentações com blocos de músicas com características ou intensidade semelhantes, os caras do FNM constroem seu repertório quase sempre intercalando uma música lenta ou mais cadenciada com outra mais pancada. Com isso, o show não fica cansativo e você é tomado por uma interessante variedade de sensações. 

Um vocalista deveras sensacional – Existem lugares-comuns em resenhas de shows de bandas internacionais no Brasil que são quase inevitáveis de citar. O “arriscou palavras em português” é um deles. Mas, com Mike Patton a coisa saiu do trivial. No show do Maquinaria, o endiabrado frontman foi além dos “obrigado, São Paulo”, “obrigado, Brasil” e fez a platéia cair na gargalhada com tiradas inusitadas. Citá-las aqui não renderia a mesma graça de presenciá-las no contexto do supracitado concerto.  Como dito anteriormente, o Faith no More é uma banda versátil. Logo, o vocalista também precisa ser. Mas, Mike Patton não canta diversos estilos bem. Ele canta – desculpem o palavrão – pra caralho! Desde o soul “Easy”, do Commodores, ao thrash metal “Surprise, You´re Dead”, do segundo álbum do grupo, The Real Thing. 

Um batera com dreadlocks – Yeaah! Claro que não iria esquecer de um dos meus bateras preferidos (musicalmente falando). Lembro que quando vi o Faith no More pela primeira vez, durante a transmissão pela TV do Rock in Rio, em 1991, tudo me chamou atenção: a sonoridade nova para a época, o vocalista maluco, claro, e aquele batera que tocava animalescamente seus grandes tambores. Até então, nunca tinha visto um baterista de metal (??) que construísse tantas levadas usando os tons. A qualidade de Bordin o levou a ser convidado, tempos depois, a tocar na banda de Ozzy Osbourne.

TÚNEL DO TEMPO - Abaixo, trecho da resenha do show do Faith no More no Rock in Rio 2 escrita pelo jornalista André Forastieri para a revista Bizz e vídeo daquela apresentação. "Não existe absolutamente nada, nem de longe, parecido com o Faith No More. O som deles é uma mutação imprevista, um frankenstein composto de hard rock, hardcore, hip hop; progressivices épicas na linha Rush-ELP e música de festa californiana. Quem tinha (ou tem) alguma dúvida sobre a originalidade do FNM, precisava estar no Maracanã na noite de domingo".
  

Comentários

  1. Fala AD

    Eu sei muito bem o que é isso, porque eu fui no show do Faith no More em Recife, em 92.

    Um grande abraço

    Sidney Filho

    ResponderExcluir
  2. Pois é, já fui em vários shows, incluindo Pearl Jam, U2, Kiss... mas, esse........sem comentários.
    Mike é: carismatico, engraçado e ainda sabe conversar c/ a galera, respeitando e falando em português.
    Resumo: mega show!!!!!

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Olá! Comentários com xingamentos não serão aceitos.