Semana Mundial do Aleitamento Materno estimula a amamentação

Imagem de Manojiit Tamen por Pixabay

Amamentação fortalece vínculos entre mãe e filho e traz benefícios para a saúde

O aleitamento materno traz benefícios para as mães e os bebês, tanto para a saúde quanto para o fortalecimento dos laços afetivos criados entre os dois. A primeira semana de agosto é lembrada como a Semana Mundial do Aleitamento Materno. O tema da campanha da Aliança Mundial para Ação de Aleitamento Materno deste ano é “Apoie a amamentação para um planeta mais saudável”. Para o bebê, o leite materno é o alimento mais completo que ele pode receber até os seis meses de vida. A primeira amamentação deve ocorrer na primeira hora após o parto.

Para a mãe, o aleitamento ajuda na recuperação do útero, retornando ao seu tamanho normal, reduz o sangramento pós-parto, previne a anemia materna e reduz risco doenças como câncer de mama e ovários.

Muitas mães estão com dúvidas sobre amamentação na pandemia, caso contraiam o vírus da Covid-19. O indicado é que, mesmo infectada, a mãe siga com a amamentação. “É preciso tomar alguns cuidados, como higienização das mãos e dos braços e o uso de máscara. Não há estudos que comprovem a transmissão pelo leite materno. O benefício da amamentação é importante mesmo em um momento crítico”, afirma a pediatra Marina Azevedo, coordenadora da UTI Neonatal do Hospital Memorial São José. As orientações são validadas pela Sociedade Brasileira de Pediatria. Uma alternativa para a lactante é a extração do leite e o alimento ser passado para a criança por um cuidador, que pode ser um familiar, com auxílio de um copinho, xícara ou colher.


O leite materno traz outros benefícios para o bebê, como melhoria na digestão, redução de cólicas, desenvolvimento cognitivo, redução de doenças alérgicas, fortalecimento da arcada dentária entre outros. Para a mãe, a amamentação ajuda na redução de peso no pós-parto, evita a osteoporose e protege contra doenças cardiovasculares.

É importante, também, neste período da pandemia, não deixar de realizar as consultas ao pediatra, que devem ocorrer mensalmente no primeiro semestre de vida e cada dois meses no segundo semestre. Entre o primeiro e segundo ano, as consultas podem ocorrer a cada três ou quatro meses, dependendo da orientação do médico. São nesses encontros que serão passadas orientações sobre o aleitamento materno, alimentação complementar, peso, comprimento ou altura, perímetro cefálico, vacinas, desenvolvimento, cuidados de saúde e identificação de alterações na saúde.

No Hospital Memorial São José, o incentivo à amamentação é feito com todas as pacientes. Na UTI Neonatal, quando o bebê pré-maturo tem dificuldades de ingestão do leite, uma equipe multidisciplinar realiza o atendimento, estimulando o bebê a aprender a sugar o leite. Sendo muito pequeninho, o bebê é geralmente alimentado por sonda ou recebe o leite materno por um conta-gotas e, quando o pré-maturo começa a aumentar o poder de sucção, pode-se iniciar a alimentação pela mãe.

A internação do bebê na UTI Neonatal é um momento é difícil para toda a família. Nessa hora, a tranquilidade dos pais é fundamental para a recuperação do bebê. No Hospital Memorial São José, os pais podem acompanhar o tratamento durante todo o dia. “A presença dos pais é importante. Com a evolução do quadro do bebê, eles podem fazer o método canguru, tocando a pele do bebê com os pais, criando vínculos e passando confiança, e a mãe pode retirar o leite materno para a alimentação do prematuro. Mesmo que ele não possa sugar diretamente do peito, o alimento pode ser dado através de sondas”, explica a pediatra Marina Azevedo.

Outro método utilizado pelo hospital é a “naninha”, um paninho que é deixado ao lado do bebê durante todo o dia e que os pais podem levar para casa à noite, com o cheirinho do bebê. É um meio dos pais se sentirem próximos da criança, fortalecendo vínculos.

Para que os pais possam ficar mais próximos dos bebês internados na UTI Neonatal, o Hospital Memorial São José dispõe de uma sala de acolhimento para mães que já tiveram alta hospitalar, mas que estão acompanhando do internamento dos seus filhos na UTI Neonatal. O espaço, localizado no mesmo andar da Unidade de Terapia Intensiva e aberto 24h, dispõe de poltronas reclináveis para descanso, armários, frigobar, televisão e banheiro. O local, além de proporcionar mais conforto, permite que as mães compartilhem experiências, ajudando a superar esse momento difícil. Com a mamãe ao alcance, há uma redução do risco de contaminação e infecções.

Conteúdo da assessoria de imprensa

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