Por que acreditamos tanto em notícias falsas?



Por AD Luna
ad.luna@gmail.com

Se você nutre grande antipatia (ou raiva mesmo) por determinada pessoa, partido político, artista, banda, ex-namorado ou namorada, já se viu correndo para as redes sociais ou aplicativos de mensagem como o Whatsapp, para postar qualquer informação negativa a respeito desses personagens, sem nem checar se ela é verdadeira ou falsa?

O contrário também pode ser dar: você correr para postar algo super lindo e positivo a respeito de algo ou alguém que se gosta, sem ter a preocupação de pesquisar fontes.

Já deve ter acontecido, não é? Isso se chama "viés de confirmação", um dos muitos vieses cognitivos que fazem parte dos mecanismos que estruturam nossa mente. Tendemos a buscar informações que validem expectativas e preconceitos que carregamos em relação a certas pessoas, temas e objetos.

A ciência, o método científico, pode nos ajudar a não cairmos nessa armadilha da mente humana, como escreve Ronaldo Pilati no livro "Ciência e pseudociência: por que acreditamos naquilo em que queremos acreditar"

"Acreditar naquilo que queremos acreditar significa confirmar as expectativas que já possuímos para explicar a realidade, buscando evidências que as confirmem. (...) O pensamento científico diminui a ocorrência do viés de confirmação, permitindo que não caiamos na situação circular e viciosa de confirmar aquilo em que já acreditávamos. Lembrar-se sempre de que podemos acreditar em algo errôneo é o melhor exercício que podemos fazer para conhecer a realidade".

Portanto, caso não queira ser mais um agente da difusão de notícias falsas, tente conter a ação e a influência do viés de confirmação. 

Não se deixe dominar por fortes emoções - tanto negativas quanto positivas -, respire, pense, investigue dados e fontes. Seja cético. "O ceticismo é o exercício direto de questionamento da credulidade e pode ser entendido como a antítese do dogmatismo", como explica Pilati em seu livro.

Ouça entrevista completa do professor Pilati no programa Interdependente - música e conhecimento





PARA COMPRAR, CLIQUE NA IMAGEM OU NO LINK.

"Ciência e pseudociência: por que acreditamos naquilo em que queremos acreditar"
por Ronaldo Pilati


Você, ser racional, já se pegou acreditando em superstições ou qualquer coisa sem nenhuma evidência científica? Pois é, isso é muito mais comum do que se imagina, pois somos máquinas de crenças, que antes de analisar criticamente, acreditamos ou desacreditamos de forma automática e só mais tarde procuramos raciocinar sobre a questão. 

E como combater essa tendência e não passar vexame espalhando fake news por aí? A resposta está neste livro do psicólogo e pesquisador Ronaldo Pilati: adquirir uma postura científica de compreensão do mundo. 

Nestes tempos de excesso de informações, muitas delas falsas, esta obra serve como um guia para se aprender como avaliar criticamente aquilo que se lê e que se ouve por aí sob o nome de “científico”. Esta obra fará você rever suas crenças. E sua vida. (Texto da Amazon)

Comentários