Orquestra Contemporânea de Olinda completa dez anos. [ÁUDIO E VÍDEO]


A OCO foi criada pelo percussionista Gilú Amaral, de camisa amarela. Foto: Daniel Castelo Branco

Por AD Luna
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Setembro de 2017 marcou os dez anos de vida da Orquestra Contemporânea de Olinda. O grupo possui influências de ritmos pernambucanos como o frevo, levadas latinas e africanas. Foi indicada ao Grammy Latino em 2009, na categoria Melhor Álgum de Música Regional Brasileira e, além do Brasil, já se apresentou em cidades dos Estados Unidos e Europa. Na discografia, três álbuns lançados: Orquestra Contemporânea de Olinda (2008), Pra ficar (2012) e Bonfim (2015). 

O idealizador e fundador da OCO, o percussionista Gilú Amaral, foi o entrevistado do Interdependente - música e conhecimento, veiculado na Universitária FM. Além dele, completam o time Juliano Holanda (guitarra), Tiné e Maciel Salú (vocais), Hugo Gila (baixo), Rapha B (bateria), Adriano Babá (trombones), Alex Santana (tuba), Henrique Albino (sax e flauta) e Jonatas Araújo (trompete e flugelhorn). 

Orquestra Contemporânea de Olinda no Interdependente #12


Os arranjos de metais são assinados pelo maestro Ivan do Espírito Santo. No programa, veiculado no dia 28 de outubro, Gilu contou um pouco da história e falou sobre particularidades de algumas das músicas do Orquestra. 

Aos 23 anos, Gilú já possuia certa experiência musical. Tinha ido ao exterior algumas vezes, tocou com Naná Vasconcelos, Mundo Livre S/A e fez participações em shows de Otto, Renata Rosa, Chão e Chinelo. Em uma de suas andadas por Olinda, cidade onde mora, se encantou com o ensaio do Grêmio Musical Henrique Dias. 

Mas, ao mesmo tempo em que admirava a execução dos músicos dessa escola, sentia falta de vê-los e ouvi-los tocar outros estilos. Ele conhecia muito bem cada um deles. "Achava que, se juntasse Maciel Salu com Tiné, Hugo Gila, Rafa, Juliano Holanda, Ivan do Espírito Santo, enfim, ia dar um caldo grande. Conversei com todos, pessoalmente, e todo mundo acreditou na ideia e aí começou a OCO", recorda.


Amaral reforça que a principal influência da Orquestra Contemporânea vem da música brasileira em geral, da pernambucana em particular, como é possível perceber em Bonfim, disco mais recente, cita o maestro pernambucano Moacir Santos ("foi um cara que conseguiu pegar isso tudo e transformar em jazz"), bandas de pífano, forrós de rabeca, cavalo-marinho.

"Temos muita influência de música africana, do Mali, Ali Farka Touré; de rock and roll, de certa forma, porque Juliano traz mais essa veia. Cada músico traz sua influência, e isso que é interessante", exalta.