Jornalista brasileira cria portal que combate extremismo. Mais: Bixiga 70, O Rappa, Racionais, The Jacksons

Imagem do vídeo "Can you feel it", do The Jacksons.
Por Em Pauta Comunicação

A jornalista Beatriz Buarque, idealizadora do portal de combate ao extremismo, Words Heal the World (www.wordshealtheworld.com), esteve em Praga, esta semana, reunida com a Comissão Europeia Contra a Radicalização. Ela participou de um seminário que abordou como utilizar as mídias sociais para prevenir a radicalização. Aproveitou a oportunidade para também apresentar o Portal, lançado em agosto.

“Foi um convite muito importante porque esse treinamento só está disponível para pessoas e ONGs da União Europeia. Temos parceria com 14 organizações da América do Norte, África, Austrália e Oriente Médio, e esse conteúdo, por sua relevância, será compartilhado com eles”, diz Beatriz. 


A jornalista conta que aprendeu a formular estratégias mais eficazes com material veiculados em diferentes plataformas digitais. “Também discutimos como a formulação de narrativas corretas sobre o Islam, bem como sobre os refugiados, pode prevenir a islamofobia e a xenofobia”, completa. “Abrir este canal de comunicação com a Comissão Europeia é mais um ganho para o Portal, que foi lançado há tão pouco tempo e já recebeu sinais de reconhecimento de que pode se tornar uma importante ferramenta no combate ao extremismo e radicalização”.


Palavras que curam – O portal Words Heal the World surgiu para ajudar as pessoas que buscam apoio, informações e pesquisas para combater as ideologias extremistas. Os interessados poderão fazer buscas por continente e encontrar as instituições de combate ao extremismo que atuam no seu país. Encontrarão, ainda, informações sobre as estratégias midiáticas usadas por alguns grupos terroristas a fim de evitar que jovens e crianças caiam nessa armadilha. Por fim, o portal também se propõe a divulgar estudos feitos sobre o assunto e notícias relativas às atividades feitas pelas instituições.

“A batalha atual contra o terrorismo vai além da esfera militar e passa pela informação. Se as palavras são usadas para matar, elas também podem ser usadas pra curar e é isso que várias instituições têm feito: algumas usam a palavra para evitar que novos jovens sejam recrutados; outras, para trazer de volta aqueles que estão no meio do caminho em direção à Síria ou Iraque. Há quem as use para esclarecer a sociedade sobre o perigo do avanço da extrema-direita na Europa ou para alertar sobre a islamofobia”, ilustra Beatriz Buarque.


O portal já conta com 14 instituições parceiras e, recentemente, recebeu apoio da Universidade de Westminster, da Inglaterra, que engajará alunos para a geração de conteúdo antiextremista.

Católica, descendente de libaneses e apaixonada pela cultura árabe, a jornalista confessa sua maior motivação com o portal Words Heal the World. “Algumas pessoas me perguntam por que me preocupo tanto com a escalada de violência no mundo se o Brasil nunca sofreu um atentado terrorista. A resposta é simples: somos todos irmãos. Não importa a raça nem a religião. Somos seres humanos e, numa sociedade marcada pela conectividade, os jornalistas possuem um papel de extrema importância. Algo precisa ser feito. E se eu conseguir dar mais visibilidade às instituições que têm se esforçado para criar mensagens de paz, estarei feliz”.