Arte criada por brasileiro é escolhida pela NASA


Logo criada por Rafael Fontes servirá à missão Refabricator. Foto: Divulgação

Por Ana Paula Bazi

Santa Catarina – Dizer que uma de suas logos “vai para o espaço” não tem nada de pejorativo para Rafael Fontes. O egresso do curso de Publicidade e Propaganda, da Universidade do Vale do Itajaí (Univali), está realizando um sonho: uma arte sua foi selecionada pela NASA para estampar uma missão na estação espacial internacional (ISS).

O publicitário, de 31 anos, morador de Barra Velha, sempre curtiu astronautas e exploração espacial. Após meses de dedicação, e na terceira tentativa, ele venceu o concurso da agência espacial americana, deixando para trás outros 230 participantes do mundo todo, inscritos pela plataforma Freelancer.


Rafael criou a identidade visual da missão Refabricator, que partirá em breve para a estação espacial internacional. O equipamento combina reciclagem com impressão 3D, tecnologias decisivas para o futuro das missões tripuladas ao espaço profundo.

A novidade promete reduzir o volume de carga das missões espaciais e o custo para mantê-las, sendo assim, materiais recicláveis poderão ser reaproveitados para fabricar ferramentas fora da Terra, ou então peças para a própria nave.


Desde pequeno, Rafael é apaixonado por tudo que envolve a NASA. “Eu tinha uma fita VHS do Programa Apollo que eu gostava muito e mostrava para todo mundo”, lembra. Quando era criança também visitou o Kennedy Space Center, conhecido como “parque da NASA”, ou ainda, como Cabo Canaveral. De lá, ele trouxe alguns patchs emblemáticos (como os americanos chamam as insígnias).

Os patchs são conhecidos como emblemas aplicados em roupas, mas na NASA, o símbolo ilustra todos os elementos da missão, desde as camisetas da equipe, canecas, papel timbrado, até a própria máquina que vai para o espaço.

Rafael explica que, ao contrário da tendência minimalista, as insígnias da NASA parecem até poluídas, carregadas de elementos. “Pude aplicar artifícios que aprendi durante o curso, que é entender e criar guiado pela pertinência, pelo propósito que a NASA queria”, conta.

Fã da ciência espacial, o egresso diz não se importar com o valor do prêmio do concurso, de US$ 250. “Para mim é um sonho. Eu não estava interessado no prêmio, eu queria fazer algo para a NASA. É um valor simbólico, e o meu maior ganho é a projeção em fazer algo para a agência espacial. É a minha contribuição para a ciência”, orgulha-se.