terça-feira, fevereiro 21, 2017

O dono do batuque do maracatu

O percussionista Maureliano Ribeiro. Foto: Patricia Alonso/Reprodução Facebook

Aproveitando o período carnavalesco, aí vai uma matéria sobre o homem por trás dos tambores de maracatu usados por inúmeros pernambucanos, brasileiros e estrangeiros. Originalmente publicada no Jornal do Commercio, em 30/06/2012

Por AD Luna

Nos anos 1990, durante a eclosão e desenvolvimento da manguebeat, muitos jovens de classe média despertaram o interesse por manifestações da cultura popular devido à influência de grupos como Chico Science e Nação Zumbi (CSNZ) e Mestre Ambrósio. Hoje em dia, se tornou comum ver adolescentes e pessoas com seus 20 e poucos anos empunhando tambores de maracatu, durante o Carnaval e por todo o ano. E o construtor de muitas dessas alfaias é o percussionista Maureliano Ribeiro.


quarta-feira, fevereiro 08, 2017

Percussão erudita ganha espaço e inspira músicos de outros estilos

O percussionista e compositor Stewart Copeland. Também conhecido como baterista da banda The Police. Foto: Reprodução/Paiste website


Por AD Luna
ad.luna@gmail.com

Início do século 20. Escrita por encomenda e de maneira despretensiosa pelo autor, uma determinada peça erudita viria a se tornar um “hit” planetário. São cerca de 17 minutos no qual um único padrão rítmico se repete (ostinato, em linguagem técnica), exigindo grande concentração dos percussionistas. A caixa clara – tambor de tonalidade mais aguda, presente nas baterias de estilos como rock e pop – dá início ao tema, com uma intensidade levíssima. Instrumentos de sopro entram e, daí em diante, em meio a poucas variações, a dinâmica segue num crescendo arrebatador, hipnótico. Há quem sinta um misto de sensações contraditórias, como desespero e alívio, ao ter contato com a composição mais famosa do autor francês Maurice Ravel (1875-1937): Bolero.