quarta-feira, abril 19, 2017

Para não cair no conto de "a ciência comprovou". Entrevista com Carlos Orsi, especialista em divulgação científica



"Um avião voa, segundo leis científicas, e não importa se quem o está pilotando é cristão, muçulmano, comunista, socialista, capitalista. Os princípios da ciência, as leis descobertas pela ciência têm essas propriedades fundamentais de serem, primeiro, consequentes (elas operam no mundo) e, segundo, dessas consequências serem universais. São duas propriedades que se podem até dizer que são exclusivas da ciência".
Carlos Orsi

Por AD Luna - ad.luna@gmail.com

Seja navegando por sites, conferindo postagens em redes sociais ou mensagens enviadas por meio de aplicativos como Whatsapp e Telegram, não é incomum se deparar com títulos de "notícias" alegando que "a ciência comprova tal coisa", "está provado cientificamente que óleo da planta X cura doenças Y", entre outras alegações. Nesta entrevista, originalmente registrada em áudio para o programa Interdependente - música e conhecimento, o jornalista especializado em divulgação da ciência Carlos Orsi expõe como o método científico pode nos ajudar no dia a dia e a ficar atentos a coisas classificadas como "cientificamente comprovadas". 

Orsi também aborda a falsa noção de que, em jornalismo, devemos dar peso igual a dois pontos de vistas diferentes. Ou seja: nem sempre ouvir os dois lados é algo jornalisticamente correto em reportagens sobre ciência. É o caso, por exemplo, de questões envolvendo a Teoria da Evolução e mitos religiosos como o criacionismo.

Carlos Orsi nasceu em Jundiaí (SP), é escritor de ficção científica e horror e jornalista especializado em divulgação da ciência. É graduado pela ECA-USP, mantém um blog sobre ciência (CLIQUE AQUI), cultura e atualidades. Artigos e reportagens seus sobre ciência foram publicados nas edições brasileiras das revistas Discovery e Newton, na Geek, em Discutindo Língua Portuguesa, na revista online DataGramaZero, em O Estado de S. Paulo, Carta na Escola, no Portal Estadão e no site da Galileu, também atuou como editor assistente no Núcleo de jornalismo do Centro de Estudos Avançados da Unicamp

Não é muito difícil a gente encontrar notícias, artigos e mesmo discursos de pessoas nos quais são ditas alegações como "está provado CIENTIFICAMENTE que tal coisa é verdade", "a ciência mostra que reencarnação existe", "cientista apresenta cura para o câncer e é censurado". O que há de realmente científico nessas coisas e como saber diferenciar o que é de fato ciência do sensacionalismo, busca desenfreada por audiência.

Carlos Orsi - O que acontece é que as palavras "ciência", "científico" têm um peso de autoridade que muitas pessoas gostam de se apropriar para fazer prevalecer seus pontos de vista, vender suas mercadorias etc. Mesmo porque a ciência conquistou essa autoridade até pela questão da realidade em que a gente vive, da civilização atual. Computadores, carros, satélites... Todas essas tecnologias têm como base descobertas científicas. Quer dizer, uma coisa que a ciência tem e que dá pra se argumentar que a distingue profundamente de outras, digamos assim, fontes de autoridade como religião, superstição, ou o mero senso comum, é que quando você diz que alguma coisa é um fato científico, uma verdade científica, ela pode vir a ter consequências palpáveis no mundo real. Ciência tem uma coisa que a torna uma autoridade muito forte: as verdades científicas não só têm consequências no mundo real, mas também possuem consequências que são universalmente válidas. Um avião voa, segundo leis científicas, e não importa se quem o está pilotando é cristão, muçulmano, comunista, socialista, capitalista. Os princípios da ciência, as leis descobertas pela ciência têm essas propriedades fundamentais de serem, primeiro, consequentes (elas operam no mundo) e, segundo, dessas consequências serem universais. São duas propriedades, que se podem até dizer que são exclusivas da ciência.

Quanto ao que distingue uma coisa que é cientificamente verdadeira de uma coisa que só se diz que é cientificamente verdadeira, primeiro se deve conferir se ela realmente tem essas duas propriedades, quer dizer, se ela traz realmente consequências para o mundo real e se essas consequências são universais, independentes das opiniões, das crenças das pessoas em geral. E, em segundo lugar, acho que isso talvez seja o teste mais prático, é chegar a questão do consenso científico, porque a ciência não é algo que alguém diz. Quer dizer, não existe um papa da ciência, um dalai lama da ciência, um Freud da ciência. "Se Fulano disse, então é verdade". Não. A ciência se constrói com base nos consensos dos cientistas: se a maioria dos cientistas que trabalham em determinado assunto concordam que X é um fato científico, você pode, com uma boa dose de confiança, aceitar essa ideia. Eles podem até estar errados, mas essa chance é relativamente baixa. Ao contrário, se apenas um cientista diz que tem a cura do câncer, mas todos os outros especialistas na mesma área discordam disso. Aí você tem uma boa razão para duvidar desse cara. A principal fonte de autoridade desse discurso, o tal fato científico... Se você vai se basear numa autoridade pra aceitar isso, essa autoridade tem que ser do consenso dos cientistas que estudam aquele assunto. Não quer dizer que não possa acontecer de ter um cara sozinho que esteja certo e o consenso todo estar errado. Isso já aconteceu em algumas ocasiões, mas esses eventos são extremamente raros e não dá pra se confiar neles. Na esmagadora maioria das vezes, o "fato científico" é aquilo que é afirmado pelo consenso dos especialistas na área. 

Como jornalistas, a gente sabe que existe aquele princípio de "se ouvir os dois lados". No entanto, há casos em que isso não é lá tão adequado. Já li algo afirmando que, por exemplo, juntar numa mesma reportagem um cientista falando sobre evolução e um evangélico fundamentalista defendendo o criacionismo é um exemplo da mau uso desse recurso. Poderia explicar por que isso seria um erro?

A questão dos dois lados em assuntos científicos é realmente complicada. Mas dá pra explicar isso por uma questão bem simples: ciência não é uma questão de opinião. Não importa se eu ache que a aceleração da gravidade na superfície da Terra é 9,8 m/s (metros por segundo) ao quadrado ou se ache que é 15,7 m/s ao quadrado. Você pode medir isso e descobrir qual é a aceleração real e as opiniões contrárias estão simplesmente erradas. Então, não tem porque ouvir a opinião contrária. Existe uma medida objetiva de qual é a realidade e quando você tem isso, opiniões contrárias desinformam. Existem fatos científicos que são afirmados tanto pelo consenso dos cientistas que trabalham numa determinada área quanto por medições, que podem ser realizadas por qualquer pessoa, medições, verificações. Por exemplo, verificação de fatos históricos: se você tem a opinião de que nunca existiu alguém chamado Napoleão Bonaparte que foi imperador da França, você pode consultar documentos históricos, do início do século 19, e vai ver que realmente existiu um cara com ta nome, que se tornou imperador daquele país. Opiniões contrárias a isso simplesmente desinformam. E, ao desinformar, elas vão contra o espírito do jornalismo, que é levar a verdade ou a coisa mais próxima da verdade possível ao leitor. Não faz sentido você apresentar a ele um ponto de vista que é sabidamente ou comprovadamente falso. O número de pontos de vista falso é infinitamente superior aos verdadeiros. Pra cada verdade que existe, há milhares, milhões de mentiras. Então, se você for citar a verdade e citar todas as mentiras que se opõem a elas, seu texto não vai terminar nunca. 

No caso do jornalismo científico, especificamente, isso é especialmente capcioso porque, por um lado, existem verdades científicas, princípios científicos, como Teoria da Evolução, que estão estabelecidos sobre bases tão ou mais sólidas quanto à existência de Napoleão Bonaparte, o fato de que as plantas têm folhas verdes, ou coisas do tipo, mas que não tão obviamente verdadeiros para quem não estudou aquele assunto. Evolução, de repente, é uma caso desses, a eficácia das vacinas... Para o público em geral, pode haver impressão de que existe uma controvérsia e que, portanto, caberia aos jornalistas dar igual espaço aos dois lados. Como no caso de controvérsias sobre políticas econômicas ou (no caso de eleições) qual o melhor candidato para determinado cargo. Mas uma controvérsia pública não significa que ela seja "real". A responsabilidade profissional do jornalista é identificar onde a controvérsia é real - e a honestidade intelectual requer que se apresente o outro lado - e onde a controvérsia é falsa, fabricada e apresentação do outro lado presta um desserviço ao leitor. Acho que existem muitos casos, eu diria a maioria dos casos, no jornalismo científico, ou na divulgação científica, de controvérsias fabricadas - que, na verdade, não existem, são artificiais. O jornalista que está realmente interessante em oferecer a melhor aproximação possível da verdade para o seu leitor tem que enxergar isso e saber evitar essa busca por um outro lado que, no fim, dá um destaque para uma falsidade.

Gostaria que você explicasse como funciona o método científico e de que forma ele pode ajudar o cidadão comum, que não é cientista no dia a dia. 

Essa questão de método científico é bem cabeluda, né? Há até quem negue que exista um método científico, ou quem chame atenção para o fato de que as diferentes ciências têm diferentes métodos: a história tem um método, a física tem outro, a biologia tem outro... Apesar de tudo isso, o construto, o modelo mais geralmente citado que o do método hipotético dedutivo é ainda bastante útil. 

Ele funciona assim: você observa um fenômeno na natureza, formula uma hipótese sobre o que causa esse fenômeno, daí deduz conclusões, coisas que devem ser verdades, se sua hipótese for verdadeira, e aí você testa os resultados da sua dedução. Se X é verdade, então Y tem que acontecer. Aí você vai procurar para encontrar Y. Logicamente, o que os lógicos chamam de modus tolens: se A, então B. Se eu quero saber se A é verdade, tenho sair por aí procurando B. A estrutura lógica é de que, sempre que tenho A, B aparece em seeguida.

Essa estrutura é um modelo altamente abstrato, nem todas as ciências funcionam dessa forma, mas acho que ela é aplicável sim dentro de seus limites, a uma grande gama de empreitadas científicas. 

Uma coisa que é especial na ciência é que a parte de teste das consequências deduzidas tende a preferir fortemente os testes negativos. Quer dizer, se eu levanto a hipótese de que, por exemplo, "se choveu, a rua vai estar molhada?". O fato de eu achar a rua molhada é menos importante do que se eu achar a rua seca. Porque os testes negativos são fundamentais, são muito mais importantes. porque se você diz A, então B, se o evento X aconteceu, então o evento Y se seguiu, não existe nenhuma garantia de que o evento Y requer o evento X. A rua pode estar molhada, por exemplo, porque passou um caminhão pipa ou estourou uma adutora.

Então, acho que o que marca o método científico além desse estrutura hipotético-dedutiva, é o fato de que o teste da conclusão dedutiva tem mais valor quando ele é um teste negativo, quando ele procura provar que a conclusão dedutiva é falsa do que quando é um teste positivo. Quando ele simplesmente busca confirmações da conclusão dedutiva. Tanto que uma das minhas definições favoritas de ciência é que ela é uma caixa de ferramentas para ajudar as pessoas a escapar do viés de confirmação - que é a tendência de colecionar instâncias confirmatórias e fazer pouco caso das negativas, das desconfirmatórias. 

Isso pode ajudar as pessoas no dia a dia de uma infinidade de maneiras: desde de analisar as promessas de candidatos em campanhas eleitorais - se o candidato X é honesto, então não deve haver determinadas consequências Y, Z, W na ficha dele, nas contas bancárias dele, nas doações de campanha. Se estiverem, isso depõe contra. Acho que a principal contribuição para raciocínio no dia a dia são primeiro, esse foco nas provas negativas (elas precisam ser levadas em consideração) e o ceticismo fundamental. Quer dizer, toda afirmação tem que ser ou deve ser sujeita à teste.

Outro exemplo muito comum sobre teste científico é o da criança chorando no quarto ao lado. Você está num quarto, você escuta a criança no quarto ao lado... Você imagina que a televisão está ligada, que o choro tá entrando pela janela, que a criança está num prédio vizinho, ou que realmente tem uma criança chorando no quarto ao lado. A atitude científica é você ir ao quarto ao lado e ver o que está acontecendo de verdade. Esse tipo de atitude - que é científica - as pessoas deveriam cultivar mais.

Ouça a entrevista no programa Interdependente - música e conhecimento

segunda-feira, abril 10, 2017

Vai pra Cuba, headbanger! Dave Lombardo e a influência da música cubana


Por AD Luna - ad.luna@gmail.com

Não é muito segredo que parte do público do heavy metal se apega a extremismos. Diante disso, é interessante contrapor tal radicalismo às palavras de Dave Lombardo, ex-baterista de uma das mais importantes bandas de thrash metal do planeta, a norte-americana Slayer, em entrevista ao também batera Jean Dolabella (ex-Sepultura), no programa MusicaMob. Atualmente, Lombardo toca no Suicidal Tendencies, atração do Abril pro Rock 2017.

Entre os vários assuntos abordados, Lombardo, nascido em Cuba, comenta sobre como incorporou elementos da música desse país em sua música. Ele diz gostar de ouvir artistas do país natal, a exemplo de Tito Puente, Irakere (fundado pelo pianista Chucho Valdés), Celia Cruz e Benny Moré. Assista ao vídeo com a entrevista completa e amostras dos sons dos artistas cubanos citados.

quarta-feira, março 22, 2017

Recife: a cidade mais assombrada DO MUNDO!

O Papa-Figo. Ilustração: Fábio Rafael 

Foi com o propósito de investigar e difundir contos e histórias mal assombradas que o músico e escritor André Balaio criou e mantém, juntamente com o jornalista Roberto Beltrão, o projeto O Recife Assombrado

Por AD Luna

A Perna cabeluda, Papa-Figo, Comadre Fulorzinha, Boca de Ouro. Esses são alguns dos muitos personagens que permeiam o universo sobrenatural da cultura popular de Pernambuco. Foi com o propósito de investigar e difundir contos e histórias mal assombradas que o músico e escritor André Balaio criou e mantém, juntamente com o jornalista Roberto Beltrão, o projeto O Recife Assombrado, o qual inclui um website e outras ações.

"Recife é a cidade mais assombrada do Brasil", afirma Balaio. Na visão dele, isso se explicaria pela quantidade de lugares com nomes originados a partir do sobrenatural, a exemplo de Encanta Moça e Chora Menino. O primeiro caso se refere a uma região localizada no bairro do Pina, na Zona Sul do Recife, onde, contam, uma moça foi assassinada pelo marido, por causa de ciúmes, e o fantasma aparece para seduzir homens. Já a praça Chora Menino foi batizada com tal identificação devido ao assassinato de diversas crianças durante um revolta popular.

A chamada "Setembrizada" ocorreu no mês em questão, no ano de 1831. Devido a castigos físicos recebidos por indisciplina militar, soldados revoltados com esse tratamento se reuniram a civis solidários à causa, saquearam o Recife e mataram cerca de 300 pessoas. Muitos delas eram menores de idade. Segundo o escritor, até hoje moradores e transeuntes afirmam escutar o choro deles no local.



Entre suas assombrações preferidas, André Balaio cita Boca de Ouro, cujas atuações malignas já foram relatadas por Gilberto Freyre. Ele é um malandro sobrenatural. Usa chapéu, terno branco, tem cara sinistra, demoníaca e seus dentes são todos de ouro. Ao pedir fogo para acender seu charuto, ele "agradece" a quem o oferece com uma risada satânica. "A própria Perna Cabeluda é (algo) muito insólito. É uma espécie de duende na forma de uma perna, que pula e chuta. É algo totalmente pernambucano", expõe.

De forma geral, o tema do medo continua fascinando milhões de pessoas no mundo inteiro. Indagado sobre esse fenômeno global, Balaio diz que a experiência de sentir essa emoção quebra um padrão de racionalidade e organização rígida das coisas que regem a vida em sociedade. "É como se você estivesse se abrindo para sensações e para uma experiência que seja mais instintiva, que busque algo fora daquele padrão, daquela vida organizadinha. É como se transportar para outro tempo em que havia essa coisa mais primitiva", discorre.

Por outro lado, na visão dele, o gênero de horror permite que temas do mundo "real", cotidianos, seja abordados de maneiras mais criativas e contundentes. "Você pode falar de relacionamento por meio de uma história de terror", observa. Questões sociais, políticas podem ser levadas ao público por meio de representações metafóricas.

Boas histórias de terror não são produzidas apenas por "especialistas". O falecido escritor Gabriel García Márquez fez isso com maestria no conto Assombrações de agosto, no qual relata experiência fantástica vivida por uma família que resolve passar a noite numa casa assombrada. O final é inusitado, intrigante. 

"Há vários livros incríveis, de autores que não estão diretamente associados ao gênero. Gosto particularmente muito de A volta do parafuso, do Henry James. É uma novela brilhante", elogia André Balaio. A narrativa envolve uma governanta que vai cuidar de duas crianças numa mansão e começa a ser assombrada por visagens que por lá habitariam. "Há toda uma dúvida se, de fato, aquilo são fantasmas ou se são os pensamentos dela. É bastante tenso. Recomendo muito".

Ouça a entrevista de André Balaio, na íntegra

quarta-feira, março 15, 2017

Precursores do punk, Death toca no Abril pro Rock 2017

O trio Death. Foto: reprodução internet
Originária de Detroit, a banda norte-americana Death integra a programação do Abril pro Rock 2017. A produção do festival divulgou a lista completa de atrações, nesta quarta (15). O trio foi criado em 1971, pelos irmãos Bobby (vocal e baixo), David (guitarra), e Dannis Hackney (bateria). No início o grupo tocava funk, porém, logo passaram a se aventurar pelo rock. ´

sexta-feira, março 10, 2017

Música e cinema: Mr. Hollywood toca na Rock & Ribs Recife

Mr. Hollywood / Foto: Daniel Pinho

No repertório, músicas e cenas de filmes que marcaram época

Depois de apresentações no Manhattan Café Teatro e no Devassa Bar, a Mr. Hollywood toca neste domingo (12), às 18h, na Rock & Ribs, no Bairro do Recife. A banda procurar divertir e fazer o público reviver momentos especiais por meio da união entre música e cinema. Todos os integrantes encarnam personagens de longas metragens e as canções são executadas em sincronia com imagens de filmes, exibidas em telas de vídeo, com arranjos próximos das versões originais. O couvert custa R$ 10.

sexta-feira, março 03, 2017

Paulo André e as interconexões do metal com o manguebeat no programa PEsado

O cantor Chico Science e o produtor Paulo André. Foto: Acervo Paulo André
As interconexões do metal com o manguebeat nortearam a conversa dos apresentadores Wilfred Gadêlha e AD Luna com Paulo André, idealizador e produtor do Festival Abril Pro Rock. Entre várias coisas interessantes da edição #73 do programa PEsado - Lapada para todos os gostos, que foi ao ar no dia 18 de fevereiro, ele fala sobre as intenções de Chico Science em desenvolver projeto musical com Max Cavalera.

"O Chico gostava de rock pesado. Quando morreu, um dos meus discos que estavam com ele era o do White Zombie", revela. "Ele pirava muito no White Zombie, porque tinha groove", complementa. O produtor relembra o dia em que Science entrou numa roda de pogo em show da banda punk Inocentes Oficial, em São Paulo.


terça-feira, fevereiro 21, 2017

O dono do batuque do maracatu

O percussionista Maureliano Ribeiro. Foto: Patricia Alonso/Reprodução Facebook

Aproveitando o período carnavalesco, aí vai uma matéria sobre o homem por trás dos tambores de maracatu usados por inúmeros pernambucanos, brasileiros e estrangeiros. Originalmente publicada no Jornal do Commercio, em 30/06/2012

Por AD Luna

Nos anos 1990, durante a eclosão e desenvolvimento da manguebeat, muitos jovens de classe média despertaram o interesse por manifestações da cultura popular devido à influência de grupos como Chico Science e Nação Zumbi (CSNZ) e Mestre Ambrósio. Hoje em dia, se tornou comum ver adolescentes e pessoas com seus 20 e poucos anos empunhando tambores de maracatu, durante o Carnaval e por todo o ano. E o construtor de muitas dessas alfaias é o percussionista Maureliano Ribeiro.


quarta-feira, fevereiro 08, 2017

Percussão erudita ganha espaço e inspira músicos de outros estilos

O percussionista e compositor Stewart Copeland. Também conhecido como baterista da banda The Police. Foto: Reprodução/Paiste website


Por AD Luna
ad.luna@gmail.com

Início do século 20. Escrita por encomenda e de maneira despretensiosa pelo autor, uma determinada peça erudita viria a se tornar um “hit” planetário. São cerca de 17 minutos no qual um único padrão rítmico se repete (ostinato, em linguagem técnica), exigindo grande concentração dos percussionistas. A caixa clara – tambor de tonalidade mais aguda, presente nas baterias de estilos como rock e pop – dá início ao tema, com uma intensidade levíssima. Instrumentos de sopro entram e, daí em diante, em meio a poucas variações, a dinâmica segue num crescendo arrebatador, hipnótico. Há quem sinta um misto de sensações contraditórias, como desespero e alívio, ao ter contato com a composição mais famosa do autor francês Maurice Ravel (1875-1937): Bolero.


quarta-feira, janeiro 25, 2017

Siba lança clipe e toca em Olinda


Por Namídia

Siba lança nesta quarta-feira (25) o clipe da faixa Inimigo dorme, de seu recente disco De baile solto, com direção de José de Holanda e estrelado pelo percussionista Mestre Nico, acompanhado por Edo e Máro. E nesta sexta, 27 de janeiro, às 22h, em Olinda, o cantor e compositor sobe ao palco do clube Manny Deck, para apresentar ao público da cidade o seu 'De Baile Solto' .  As entradas custam R$ 30 e estão à venda na Internet .

Serviço do show:

Siba - De Baile Solto fazendo Carnaval em Olinda.
Show de abertura com o Mestre Anderson Miguel
Dia 27/01 - Sexta às 22h
Venda Antecipada - online - Sympla
https://www.sympla.com.br/siba---de-baile-solto--mestre-anderson-miguel__111091
Serviço:
Manny Deck - Olinda
27/01/17 (sexta), 22h
Quanto: R$ 20 (meia) - R$ 30,00 (social)