Escolas de música falham por formar máquinas e não artistas

Foto: Helder Tavares

Por AD Luna - ad.luna@gmail.com

Uma das coisas mais legais em ser músico e jornalista ao mesmo tempo é poder trocar ideias, experiências com amigas, amigos e colegas músicos e repassá-las para as gentes. Foi o caso da enriquecedora conversa que tive com o baixista Walter Areia, ex-Mundo Livre S/A, que se mudou para Portugal com a família, no início de junho, onde tem desenvolvido carreira focada na música instrumental. Parte da conversa foi registrada na matéria publicada no site da Revista Continente (clique AQUI para ler a íntegra). Abaixo, parte na qual Areia explica como aprendeu coisas tocando com o MLSA não ensinadas no conservatório. 

Dentre as experiências que acumulou tocando com o Mundo Livre S/A, Areia diz ter aprendido como realmente se portar como artista. “Isso eu não aprendi no Conservatório (Pernambucano de Música). Em escola de música, você é uma máquina, só é orientado a tocar”, critica. Para ser completo, na visão dele, um centro educacional voltado para música deveria também ensinar coisas como administração de carreira, como se portar no palco e até como se vestir. “Isso só vim aprender mesmo tocando com o Mundo Livre. Na época que estava na banda de Alceu, eu era um funcionário. Mas com o MLSA, tive que saber dar entrevista, a me ver como representante de uma cena.”

“Também aprendi no Mundo Livre S/A que criatividade, muitas vezes, é mais importante do que tocar certo. Tocar ‘certo’ nem sempre é o certo. É preciso estar aberto para trocas e para a criatividade”, reflete.

Leia a matéria completa no site da Revista Continente