terça-feira, dezembro 27, 2016

Meu broder Michael Jackson e a (hiper)racionalização da sociedade

Michael Jackson no fim dos anos 1970. Foto: Jim McCrary/Redferns
Originalmente publicado na época da morte de Jackson (óbvio, né?), em junho de 2009.

E eis que o Michael Jackson se foi!

Muito já foi noticiado e escrito sobre a passagem e morte do rapaz pelo planeta, portanto, não vou me alongar muito neste assunto especificamente. Vou por outros caminhos.

Confesso que senti bastante pela notícia. Foi como se um amigo da adolescência tivesse partido. Daí, uma amiga me disse: "Como pode, você nem o conhecia?". Uma outra, mais sintonizada, escreveu: "Mas era seu amigo mesmo, ora!"


domingo, dezembro 11, 2016

Música, ciência, comunição não violenta, terror, religião, Direitos Humanos, yoga, ficção científica no Interdependente 2016. Ouça todas as edições

"Cena" do livro Encontro com Rama, de Arthur C. Clarke. Reprodução Internet
Lançado em 17 de julho de 2016, o Interdependente - música e conhecimento mostra as conexões entre músicas do mundo e assuntos diversos. O programa de rádio online teve nove episódios nesta "primeira temporada", em 2016. Abaixo, todas as nove edições.

Apresentação, pautas e entrevistas: AD Luna
Trabalhos técnicos: Gustavo Augusto
Trilha das vinhetas: banda Monjolo


quarta-feira, dezembro 07, 2016

Sepultura e Lobão no Recife. Não vai rolar!



Indagada sobre a realização do show Lobão + Sepultura, que estava marcado para acontecer no Recife, no dia 10 de dezembro, no Baile Perfumado, a assessoria de imprensa do grupo de metal confirmou oficialmente ao PEsado - Lapada para todos os gostos o que já se sabia nos bastidores. A apresentação não vai ocorrer devido a "problemas operacionais e logísticos por se tratar de duas bandas simultâneas".

Na segunda (5), o Sepultura já havia soltado uma nota, via Facebook, informando que as apresentações em Uberlândia, Goiânia e Vitória foram adiadas e que o dinheiro dos ingressos vendidos seriam devolvidos. Na capital pernambucana não haverá devolução pois nem sequer o show foi fechado.

domingo, dezembro 04, 2016

PEsado: melhores lançamentos de Pernambuco na cena metal 2016



O programa PEsado - Lapada para todos os gostos, em sua edição 67, apresentou a lista dos melhores lançamentos da cena pernambucana em 2016. Além da equipe do programa, outras 15 personalidades do mundo metálico local indicaram suas preferências.

terça-feira, novembro 29, 2016

Música e pesada e quadrinhos. Ouça entrevista com Kin Noise no programa PEsado


Quadrinhos e música pesada. Para tratar da relação entre essas duas manifestações culturais da humanidade, o programa PEsado - Lapada para todos os gostos do dia 26 de novembro convidou o ilustrador Kin Noise para conversar com os apresentadores Wilfred Gadêlha e AD Luna. Na parte musical, músicas do Anthrax, Ramones ("Spiderman, spiderman..." Lembram?), Entombed, Black Sabbath, Chakal, entre outros.




terça-feira, novembro 22, 2016

Trovão das Minas encerra projeto que fomenta cultura pernambucana em Belo Horizonte

Trovão das Minas, turma de 2015. Foto: Divulgação

Em sua quarta edição, projeto Não Deixe o Tambor Se Calar encerra mais um ano de atividades e comemora capacitação de mais de 200 alunos

Por Thalita Machado - Fluxo Comunicação e Cultura

Desde 2000 o grupo Trovão das Minas oferece em Minas Gerais, oficinas que buscam difundir e valorizar o Maracatu Nação, uma importante manifestação da Cultura Popular pernambucana. Há quatro anos vem desenvolvendo, junto aos mecanismos de incentivo fiscal, projetos que contagiam toda a cidade com os seus Arrastões e a força dos seus tambores. Não Deixe o Tambor Se Calar encerra mais uma edição, no dia 27 de novembro, tendo a ilustre presença do Mestre Walter França do Maracatu Nação Estrela Brilhante do Recife, a maior referência do grupo, como participação especial. Será também a oportunidade para conferir a mostra final dos alunos que integraram o projeto em 2016.


quinta-feira, novembro 10, 2016

Jornalismo interpretativo, o Homem acultural e a mensagem de Moby



Extraído do livro Jornalismo interpretativo (editora Sulina, 1976), de Luiz Beltrão

O homem cultural não está preso à realidade, ao interesse imediato, limitado e até mesmo irracional, como o homem acultural. Este é “possuidor apenas de Inteligência prática que lhe dá tão somente uma visão cinematográfica da realidade, incapaz de afastar-se do mundo para olhar o mundo e desprender-se de si mesmo para refletir sobre seu significado e valor. Subtrai-se de certas tiranias da ordem natural, mas age mecânica, instintiva e habitualmente.

Não possui o espírito intencional, a atividade especulativa, e o elemento volitivo necessário para construir o universo simbólico, que caracterizam a cultura... possui uma diversidade de comportamento mas não possui a capacidade de assumir atitude, o que importa uma interpretação e uma visão analítica da realidade... vê o mundo, mas é incapaz de compreendê-lo... age, mas sem espírito organizador, sem vivências espirituais, sem intenção cultural. Age apenas para satisfazer suas necessidades à semelhança dos seres irracionais.”

 Moby - "Are you lost in the world like me?"

sexta-feira, novembro 04, 2016

Spotify: as 100 músicas mais tocadas no Recife. MC Troia, banda Torpedo, Kelvis Duran, Academia da Berlinda lideram

MC Troia, ao centro, lidera lista das mais tocadas no Recife.

MC Troia, Banda Torpedo, Kelvis Duran, Musa do Calypso e Academia da Berlinda são os artistas que lideram lista das 100 músicas mais tocadas no Recife, via Spotify. A informação pode ser acessada por meio do Mapa musical: Cidades do mundo, oferecido pelo serviço de streaming.

Navegando pela compilação, o ouvinte vai encontrar ainda músicas da Eddie, Nação Zumbi, Reginaldo Rossi, Barro, Gabriel Diniz, Banda Sedutora, Aviões do Forró, entre outros.

Abaixo, a playlist completa.

segunda-feira, outubro 31, 2016

Gangrena Gasosa é a atração do PEsado #62. Ouça aqui!



Nessa edição, o PEsado - Lapada para todos os gostos apresenta entrevista com Angelo Arede, o Zé Pilintra do Gangrena Gasosa. Disco novo, crowdfunding, o papel da banda na cena brasileira, as novidades os temas abordados! Além disso, Jorge Allen, ex-vocalista da banda pernambucana Sick (depois Sick Sins) explica como entrou na GG - e ainda rola uma música do antigo grupo dele. Por uma "coincidência" do destino, o irmão mais velho de Jorge, Zé Guilherme - ou Missionário José, como ele prefere -, participa do quadro InDica falando sobre o Raza Odiada, o segundo álbum dos chicanos do Brujeria.

----------------------------------------­-------------
PEsado - Lapada para todos os gostos:

Apresentação e Pauta - Wilfred Gadêlha e AD Luna
Captação e Edição - Gustavo Augusto
Vinhetas - Túlio Falcão e Anderson Mutley




quarta-feira, outubro 26, 2016

Recife recebe a 4ª edição do Music Feelings Yamaha



Por Ester Vitkauskas - Approuch Comunicação

A cidade do Recife (PE) recebe entre os dias 27 e 30 de outubro o Music Feelings Yamaha. O evento promove uma exposição interativa de instrumentos musicais, para quem já toca e para quem nunca tocou. Uberlândia, Londrina e Brasília são algumas das cidades que já serviram de palco para o projeto, agora é a vez de Recife receber a quarta edição do evento, que teve sua estreia em janeiro deste ano.

Em parceria com a loja Segredo Musical, o evento ocorre no Shopping RioMar Recife e oferece aos visitantes a possibilidade de tocar gratuitamente teclados, sintetizadores, pianos digitais, baterias eletrônicas, violões, guitarras e baixos.

O sintetizador Montage 6 e o teclado PSR-EW400, lançamentos da Yamaha em 2016, também estarão disponíveis para teste, além de pocketshows com demonstradores da marca durante todo o evento.

Serviço
Music Feelings Yamaha
Data: 27 a 30 de outubro
Local: Shopping RioMar Recife - Espaço Comercial nº ST-502 Piso: Térreo
Endereço: Av. República do Líbano, 251 – Pina

segunda-feira, outubro 24, 2016

"Amo o Brasil do povo, não o dos coronéis". Ouça entrevista com Carlos Lopes, ícone do metal brasileiro


O programa pernambucano PEsado - Lapada para todos os gostos, apresenta na edição 61, entrevista conduzida pelo jornalista e músico Wilfred Gadêlha com Carlos Lopes, vocalista e guitarrista do Dorsal Atlântica, uma das mais importantes bandas de thrash metal do país. Ele  fala sobre música (diz ser fã do Metá Metá e do disco mais recente de Chico César), comportamento e política. Nos planos do trio carioca, o lançamento da ópera metal "Canudos" e de revista em quadrinhos, que serão financiados pelo público.

E, claro, também rolam músicas da Dorsal e versões para clássicos da banda interpretadas por Decomposed God e Headhunter DC.

Ouça o programa #61 completo



----------------------------------------­-------------
PEsado - Lapada para todos os gostos:

Apresentação e Pauta - Wilfred Gadêlha e Ad Luna
Captação e Edição - Gustavo Augusto
Vinhetas - Túlio Falcão e Anderson Mutley

quinta-feira, outubro 20, 2016

"Fique peixe", do Querosene Jacaré, é relançado nas plataformas digitais




Álbum de 2001 está nas principais plataformas digitais, com distribuição da Tratore

Criado em 1994, no Recife, o Querosene Jacaré chamou a atenção por conta da base sonora rock'n'roll, aliada a referências nordestinas e apresentações explosivas. A banda tocou três vezes no festival Abril Pro Rock; no Paredes de Coura, em Portugal; e, em 2002, fez uma breve turnê pelos EUA. Lançou dois discos: Você não sabe da missa um terço (1998, Paradoxx Music) e Fique peixe (2001, Manguenitude), que agora retorna às plataformas digitais (Spotify, Deezer, Google Play, iTunes etc.) em todo o mundo, distribuído pela Tratore, como celebração aos 15 anos do lançamento original. 

Enquanto Você não sabe da missa um terço mostrava a banda mais voltada para o rock setentista e temáticas nordestinas, Fique peixe abriu o leque de referências. A base rock and roll permaneceu, mas é possível ouvir incursões pelo samba, soul, funk à James Brown e The Meters, música latina, ciranda, embolada, levadas de bateria inspiradas em ritmos presentes na música eletrônica. 

Fique peixe conta com onze faixas, das quais mais da metade foram gravadas pelo baixista Airton Gordinho - morto numa tentativa de assalto, em 30 de abril de 2000, no Recife. O trabalho foi dedicado a ele. Além de Gordinho, completam a formação no disco: Alfaia (voz e baixo), Tonca (guitarra), AD Luna (bateria) e Cinval (percussão). Participaram como convidados, Zé da Flauta (teclados em Problema de visão), Eder O Rocha (percussões em Boca de oro, Sandália de dedo e Problema de visão), Wanderley e Deco (metais).

MP3 - Antes de ser lançado em versão física pelo selo Manguenitude (com distribuição da Polydisc/Sony Music), do músico e produtor Zé da Flauta, Fique peixe foi disponibilizado gratuitamente em novembro de 2000, em quatro sites da época: os pernambucanos A Ponte, Manguetronic e MangueNius e o paulista MP3Clube. A faixa Catador de papelão também está presente no primeiro disco do Querosene, Você não sabe da missa um terço, e foi regravada para integrar o segundo álbum.

Playlist Fique peixe


Ficha técnica

Produção: Querosene Jacaré
Gravado no estúdio Plug, Recife, (de Zé da Flauta), pelo técnico Jair Paixão
Gravação de bateria: Hubert Estúdio, Recife
Mixagem: Querosene Jacaré e Gabriel Furtado (Estúdio do Poço)
Design: Manoela Leão
Assistência de design: Rosana Aires
Fotos: Hélder Ferrer

REPERTÓRIO
1- Banana elétrica (Cinval)
2- Que carro é esse? (Flávio Mamoha, Hélio Matos e Tonca)
3- Boca de oro (Cinval, Alfaia, Tonca e AD Luna)
4- Sandália de dedo (Fred Caiçara)
5- Adivinha quem (Tonca)
6- Samba pra alguém (Alfaia, Tonca, AD Luna e Airton Gordinho)
7- Andando de kombi (Cinval, Alfaia, Tonca, AD Luna e Cinval)
8- Problema de visão (Cinval, Tonca e Alfaia)
9- Aonde ninguém vê (Alfaia, Tonca, AD Luna e Alfaia)
10- Não leva meu samba (Alfaia, AD Luna e Alfaia)
11- Catador de papelão (Cinval)

Uma substância perigosa e inflamável 
Por Renato L, jornalista

Toda boa banda de rock é irregular. Quem toca sempre redondinho, quem grava discos com os arranjos sempre no devido lugar, quem nunca desafina nem nos agudos nem nos graves esté incapacitado a merecer seu lugar na galeria dos lendários cowboys do rock and roll. O Querosene me parece antes de tudo uma banda de rock, por mais que nas suas composições entrem influências de funk, baião ou sei lá mais o quê. O Rock sim, e irregular, às vezes perigosamente bêbado, às vezes disperso, mas em algumas noites capaz de fazer o menor palco parecer um templo dourado do pop qualquer, estilo Cavern ou CBGB.

Uma das últimas vezes em que eu assisti os caras tocarem foi num bar de beira de praia em Maracaípe, no litoral sul de Pernambuco. Chovia sem parar há umas três ou quatro horas, o mar rugia numa ressaca monumental, a água encharcava cada milímetro do ar e uma plateia de nativos danaava standards pop executados por um grupo cover qualquer. As clássicas "más condições de temperatura e pressão" para qualquer artista que se preze...

Pois bem, os caras rastejaram para o minúsculo palco, plugaram os instrumentos e...BOOM! umbigos queimados balançavam os seus piercings, hippies divagavam sobre o Tangerine Dream ( juro, aconteceu, e bem perto do meu ouvido esquerdo ) e o italiano dono do peda?o se apossou de uma percussão qualquer como um veterano músico convidado.

Em Fique peixe, segundo disco, lançando primeiramente em MP3 e, em seguida, em mídia física em 2001 pelo selo Manguenitude, essa energia do Querosene vem mais bem engarrafada do que no seu trabalho de estreia. Antes de tudo, a produção se preocupou em registrar com cuidado os tons mais graves, um velho defeito dos produtos que saem dos estúdios brasileiros. O resultado foi um das melhores texturas de bateria já extraídas na manguetown, uma pegada que me lembrou, guardando as proporções, as coisas que o Rick Rubin (produtor do primeiro disco dos Beastie Boys e chefe do selo Def Jam) fazia sampleando o batera do Led Zeppelin.

Portanto, brothers and sisters, consumam o Querosene como se o futuro não existisse. A vida é breve e combustíveis como esse é que dissipam o tédio nosso de cada dia.

terça-feira, outubro 18, 2016

Grupo de percussão realiza trabalho musical com autistas



Em menos de seis meses de trabalho, a avaliação já é bastante positiva. Profissionais da saúde que acompanham as crianças nas terapias e os próprios pais relatam que há melhoras significativas no comportamento e nas atitudes das crianças com autismo, principalmente em relação à atenção e à comunicação

Por Natália Uriarte Vieira, comunicação Univalli

​Itajaí, Santa Catarina - A música sob a perspectiva transformadora. A linguagem é universal e revela possibilidades inusitadas até mesmo em pessoas com dificuldades de ver e ouvir um mundo além do seu. Neste ano, o Grupo de Percussão de Itajaí (GPI), projeto de extensão vinculado ao Proler Univali, iniciou um trabalho em parceria com o Centro Especializado em Reabilitação Física e Intelectual (CER II) da Universidade do Vale do Itajaí (Univali), para realização de oficinas musicais para um grupo de crianças diagnosticadas com autismo.

Rodrigo Paiva, professor do curso de Música da Univali e responsável pelo GPI, conta que a proposta surgiu a partir da intenção do grupo de realizar um trabalho social e de educação inclusiva. A partir de uma conversa com Cristina Maria Pozzi, professora do curso de Medicina da Univali, médica neuropediatra que atuou no CER e que participa como flautista da banda da Univali, definiram o trabalho. “Fizemos reuniões, encontros de estudo a respeito do autismo e a equipe de saúde do centro selecionou um grupo de sete crianças com diagnóstico de autismo para participar dos encontros”, explica Paiva.

As oficinas ocorrem às quartas-feiras, das 18h às 19h, na sala 202, do bloco D8, no Campus Itajaí. Paiva alerta que apesar dos benefícios que a música traz, o projeto não pode ser caracterizado como musicoterapia. “Chamamos de oficinas de música, que se dividem entre momentos de apreciação, socialização e da prática musical propriamente dita, com utilização de instrumentos musicais de percussão e alternativos, ou seja, objetos sonoros do cotidiano”, esclarece.

Os resultados do trabalho

Em menos de seis meses de trabalho, a avaliação já é bastante positiva. Profissionais da saúde que acompanham as crianças nas terapias e os próprios pais relatam que há melhoras significativas no comportamento e nas atitudes das crianças com autismo, principalmente em relação à atenção e à comunicação.

A neuropediatra Cristina afirma que as oficinas abordam habilidades como a linguagem, o movimento e a socialização, em crianças que apresentam prejuízos nestas áreas. Sobre a abordagem, ela explica que é diferenciada, respeita as particularidades de cada indivíduo, com a participação dos familiares, professores, alunos e terapeutas.

“A parceria entre os projetos e a experiência que estamos desfrutando revelam possibilidades diversas e um universo a ser explorado. A ideia de um trabalho duradouro, envolvendo a música e todos os seus desdobramentos é um desafio, mas também um caminho favorável no treino de habilidades e comportamentos adequados destas crianças”, analisa a médica.

sexta-feira, outubro 14, 2016

Tagore lança clipe de "Pineal", faixa-título do novo álbum


O cantor pernambucano Tagore lançou nesta sexta (14), a faixa-título de seu próximo disco, Pineal. A canção é a segunda a aparecer em vídeo. A anterior foi Mudo. O álbum será lançado oficilamente no dia 21 de outubro, pelo selo Novíssima Música Brasileira, da Sony Music.

Tagore já tocou em festivais como Abril Pro Rock (PE), Coquetel Molotov (PE), Psicodalia (SC), Pira Rural (RS), Grito Rock (GO), Recbeat (PE) e Festival Brasileiro de Música de Rua (RS). Em dezembro, ele se apresenta na Semana Internacional de Música de São Paulo (SIM São Paulo).




segunda-feira, outubro 10, 2016

A autobiografia de Rita Lee




Por Guilherme Samora, jornalista e estudioso do legado cultural de Rita Lee

Nos últimos tempos eu tive um privilégio pra lá de especial: vi Rita escrever sua biografia. Era um momento que nem em meus sonhos mais loucos ousei experimentar. Como jornalista e curioso, sempre gostei de livros assim. História de gente interessante me move.  E vi nascer, daquelas mãos de fada com sua estrela de sete pontas tatuada, a melhor bio que já li na vida. Sem exagero.

No texto, Rita é de uma honestidade... Muitas vezes brutal. Que contrasta com sua doçura e com tanto amor e leveza. Sim, ela consegue colocar no mesmo capítulo faces tão diferentes e emoções tão distintas. Do primeiro disco voador ao último porre, Rita é consistente. Corajosa. Sem culpa nenhuma. Tanto que, ao ler o livro, várias vezes temos a sensação de estar diante de uma bio não autorizada, tamanha a honestidade nas histórias. A infância e os primeiros passos na vida artística; sua prisão em 1976; o encontro de almas com Roberto de Carvalho; o nascimento dos filhos, das músicas e dos discos clássicos; os tropeços e as glórias. Está tudo lá.

E você pode ter certeza: essa é a obra mais pessoal que ela poderia entregar de presente para nós. Rita cuidou de tudo. Escreveu, escolheu as fotos e criou as
legendas - e até decidiu a ordem das imagens -, fez a capa, pensou na contracapa, nas orelhas... Entregou o livro assim: prontinho. Sua essência está nessas páginas. E é exatamente desse modo que a Globo Livros coloca a autobiografia da nossa estrela maior no mercado.

Sempre tive a certeza de que Rita é o maior compositor que já pisou nesse planeta (acho ruim escrever no gênero masculino, mas só assim para não deixar dúvidas de que ela está no topo dos topos). Através de suas canções, ela entrega os segredos da vida. Emoções e temas - muitas vezes complicados de se descreverem - aparecem de forma fluida, limpa, contundente. São revelações. Quem nunca se identificou com uma música dela? Quem é que não tem uma história com sua trilha sonora? É inegável sua importância para a cultura mundial. E com uma voz... uau! Jamais igualada.

Dito isso, musicalmente a sua importância é inegável. Agora, em 2016, Rita se reinventa. Mais uma vez. Nessa, como escritora. E das melhores! Mais do que uma celebração da vida de Rita, esse livro é uma sorte nossa, que vivemos na mesma época em que ela, por saber de sua história através da própria. E, mais do que sua vida, Rita entrega aqui parte importante da história do país, da cultura mundial. Conta passagens, descreve costumes e mudanças pelas quais passamos nos últimos anos.

Em um de seus inúmeros sucessos, Rita se descreve como 'uma pessoa comum, um filho de Deus'. Ao ler esse livro, fica provado: comum é tudo o que a vida dela não é. Convido vocês a lerem cada página. E depois me digam se não estou certo. Quanto a você, Rita, só me resta dizer: obrigado por dividir sua história com a gente.

Ficha técnica
Título: Rita Lee – uma autobiografia
Autor: Rita Lee
Gênero: biografia
Páginas: 352 páginas
Formato: 16x23        
ISBN: 978‑85‑250‑6330‑4
Preço: R$ 44,90
Editora: Globo Livros

quinta-feira, outubro 06, 2016

Bruno Souto lança música inédita de seu novo álbum


Por Marcus Cesar - Batucada Comunicação

Conhecido pelo seu trabalho à frente da banda Volver, o cantor e compositor Bruno Souto prepara-se para apresentar seu segundo álbum solo, Forte. O lançamento em formato digital pela Deck será no dia 14 de outubro. Dando uma prévia do novo disco, o pernambucano disponibiliza a faixa título.

O disco foi gravado no estúdio Cambuci Roots, em São Paulo, e produzido por Bruno com João Vasconcelos. Com sonoridade pop, marcantes riffs de guitarra e muito groove, Forte traz nove faixas, sendo a grande maioria de sua autoria.




terça-feira, outubro 04, 2016

Bateristas na música pesada no PEsado - Lapada para todos os gostos #58

O baterista panamenho Billy Cobham é uma das atrações do PEsado #58

Os bateristas pernambucanos Danilo Duca (Krapula) e Thiago Sabino (Diablo Motor) se juntaram para um papo com o igualmente batera AD Luna (Querosene Jacaré, Electric Mooker) e o "ex" Wilfred Gadêlha. Também rolam depoimentos de Mek Natividade (Cangaço, ex-Torment e Hanagorik) e Lulu Batera (Firetomb e The Frying Pan), mais generosas poções de Billy Cobham (foto), Sepultura, Slayer, Rush, Diablo Motor, Sad Icon, Led Zeppelin, Iron Maiden e Cangaço.



----------------------------------------­-------------
PEsado - Lapada para todos os gostos:

Apresentação e Pauta - Wilfred Gadêlha e Ad Luna
Captação e Edição - Gustavo Augusto
Vinhetas - Túlio Falcão e Anderson Mutley

domingo, outubro 02, 2016

Ivan Moraes fala sobre Direitos Humanos e alerta sobre o perigo do fundamentalismo


Na edição de número 2, o Interdependente - música e conhecimento destaca os Direitos Humanos. Tema muito falado e ainda pouco compreendido. O jornalista e militante pernambucano Ivan Moraes Filho conversa com o também jornalista e músico AD Luna a respeito da história e características dos DH. Ele também comenta sobre a ameaça dos fundamentalismos diante das liberdades individuais.

As atrações musicais deste programa foram selecionadas pelo próprio Ivan Moraes. Você vai ouvir Liberdade, de Edson Gomes, clássico de nove entre cada dez protestos realizados no Recife; vai conhecer um pouco da história do regueiro baiano. A segunda atração é Siba e a Fuloresta tocando Toda vez que eu dou um passo, o mundo sai do lugar.

Trechos da entrevista

Pergunta - A gente costuma ouvir por aí, ou ler na internet, naquelas caixas de comentários de portais e nas redes sociais pessoas afirmando que Direitos Humanos é para proteger bandido, e não os "cidadãos de bem". O que você poderia falar a respeito disso?

Ivan Moraes - O que precisamos sempre ressaltar é que a construção histórica dos Direitos Humanos é uma construção do direito para todas as pessoas. É ser humano? Plim! Tem direito à educação, à cultura, ao trabalho, moradia, acesso à água, à soberania alimentar, tem direito a todas essas coisas que fazem com que a gente possa viver de forma plena. Seja lá quem for a pessoa, independente que quem seja: polícia, político, empregada doméstica, médica, engenheira, jardineiro, motorista... Todas as pessoas que hoje vivem no nosso mundo precisam ter todos os seus direitos garantidos. A nossa luta sempre foi pra isso.

Pergunta - De que forma o crescimento do fundamentalismo religioso atinge questões relacionadas aos Humanos?

Isso pode significar (não quer dizer que vá necessariamente acontecer) um possível retrocesso em toda nossa caminhada civilizatória. Pra mim, o grande perigo do crescimento fundamentalista que a gente observa - não apenas no Brasil, mas no mundo inteiro - é quando ele se coloca como adversário das construções históricas que nós realizamos enquanto sociedade. Quando eles vêm negar direitos, negar as possibilidades de igualdade entre as pessoas, negar a importância de um Estado laico, onde todas as religiões podem conviver em paz. Quando as religiões começam a se meter nesse Estado, a gente percebe que existe um problema que precisa enfrentado.

Pergunta -  E como podemos tratar disso, sem desrespeitar o direito de crença de cada um? 

Num Estado laico, todas as religiões precisam ser respeitadas (evangélica, as de matriz africana, espiritismo), inclusive a não-religião: o direito daquelas pessoas, ateus ou agnósticos, que resolvem ou decidiram que a religião não é uma parte de suas vidas. É preciso que cada um de nós compreenda que nossa religião não extrapole os limites da nossa própria religião. Não posso impor minha fé sobre outras pessoas, não posso impor aquilo no que acredito enquanto religiosidade para outras pessoas que vivem no mesmo Estado que eu.






Lançado em 17 de julho de 2016, o Interdependente - música e conhecimento, mostra as interdependências, conexões entre músicas do mundo e assuntos diversos.

Apresentação e pauta: AD Luna
Trabalhos técnicos: Gustavo Augusto
Trilha das vinhetas: banda Monjolo

quinta-feira, setembro 22, 2016

Programa seleciona empreendedores sociais para evento de dois dias no Recife

Vista da rua da Aurora, centro do Recife. Foto: Carlos Oliveira/Prefeitura do Recife 

Red Bull Amaphiko Conexão Recife levará palestras, debates, workshops e atividades culturais à cidade em outubro

Por Mirella Miranda - Aprouch Comunicação

Nos dias 15 e 16 de outubro, a plataforma Red Bull Amaphiko viaja até o Recife para impulsionar ideias e inspirar pessoas. Trata-se da segunda edição do projeto Conexão, iniciativa que realizará uma série de palestras, debates, workshops e atividades culturais para empreendedores sociais. Essa é a primeira vez que o evento acontece na capital pernambucana.

Recife foi escolhida para sediar o evento, principalmente por ser uma referência em tecnologia com seu já conhecido Porto Digital. A ideia do evento é reunir na cidade empreendedores que utilizem principalmente a tecnologia como ferramenta de transformação.

As inscrições começaram no dia 15 de setembro (quinta-feira) e vão até o dia 03 de outubro (segunda-feira). Serão selecionados 30 empreendedores com projetos sociais em fase inicial ou com ótimas ideias para futuras iniciativas para fazerem parte do evento. Para se inscrever, basta criar um perfil pessoal e uma página de seu projeto na plataforma amaphiko.redbull.com. O resultado será divulgado no dia 07/10 pelo mesmo site.

Sobre o Red Bull Amaphiko
O Red Bull Amaphiko é uma plataforma colaborativa para empreendedores sociais que buscam transformar suas comunidades e as vidas das pessoas ao seu redor. O programa, que iniciou seu trabalho em 2014 com jovens brasileiros e sul-africanos, impulsiona e dá asas a projetos e ideias, oferecendo toda a consultoria necessária para que estes saiam do papel e possam transformar vidas.

quarta-feira, setembro 21, 2016

Teoria da evolução, Pearl Jam, David Bowie, Barenaked Ladies no Interdependente #9. Entrevista com a biomédica Carol Córdula



The history of everything, do grupo Barenaked Ladies, é tema da série The Big Bang Theory. E é com ela que abrimos a edição de número 9 do Interdependente - música e conhecimento, datado de 21 de setembro. A canção é um um dos pedidos da nossa convidada, a biomédica pernambucana, olindense, Carol Córdula. Ela falou com a genter sobre um tema deveras interessante: Teoria da Evolução. Para você não ficar pagando mico por aí dizendo coisas como "Ah, isso é uma teoria!", Carol também explica o que o termo teoria significa no contexto científico. Vamos ouvir Starman, com David Bowie, um dos artistas mais pedidos aqui no Interdependente, também solicitado por Carol. E Do the evolution, com o Pearl Jam. 


Carol Córdula é graduada em em Biomedicina pela Universidade Federal de Pernambuco (2004). Tem experiência na área de Bioquímica. Mestrado (2006) e Doutorado (2011) em Biologia Molecular pela Universidade Federal de São Paulo. Pós-doutorado no Departamento de Biofísica Química da Universidade de Groningen (Holanda) pelo Programa Ciência sem Fronteiras. Participa de várias atividades de extensão e divulgação de ciência envolvendo cursos e oficinas de biologia para professores e estudantes da rede pública de ensino, juntamente com integrantes do Programa de Pós-graduação em Biologia Molecular da Unifesp e da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).

---------------------------------------------------------------------
Lançado em 17 de julho de 2016, o Interdependente - música e conhecimento, mostra as interdependências, conexões entre músicas do mundo e assuntos diversos.

Apresentação e pauta: AD Luna
Trabalhos técnicos: Gustavo Augusto
Trilha das vinhetas: banda Monjolo

terça-feira, setembro 20, 2016

Belo Horizonte capital do surf? Entenda, ouvindo o programa PEsado #56



Vocês sabiam que, apesar de não ser a capital pernambucana, Belo Horizonte tem o melhor Campeonato Mineiro de Surf em linha reta DO MUNDO? Tá confuso? 

Para entender o que se passa, basta ouvir a edição ESPECIAL do programa PEsado - Lapada para todos os gostos, na qual rolou entrevista com músico e produtor Claudão Pilha, dono do lendário A Obra Bar Dançante,  o CBGB de BH!

E ainda: DJ Dolores no quadro "Quero ouvir", e sons do Estrume'n'tal, The Raulis, Thesurfmothefuckers , Retrofoguetes, The Cramps, entre outros!

No Mais Pesado, entrevista com Inner Demons Rise!


----------------------------------------­-------------
PEsado - Lapada para todos os gostos:

Apresentação e Pauta - Wilfred Gadêlha e Ad Luna
Captação e Edição - Gustavo Augusto
Vinhetas - Túlio Falcão e Anderson Mutley

sexta-feira, setembro 16, 2016

Rec-Beat Apresenta: Macuca do Mundo {COM VÍDEO}

Arte: Glauber Arbos. Design: Joana Pena

Apelidado carinhosamente como o "Woodstock pernambucano", o Macuca Jazz & Improviso vai ampliar suas ações e tem um novo parceiro. Neste ano, o festival terá o suporte artístico e técnico do Rec-Beat e passa a se chamar Macuca do Mundo. O evento ocorre entre os dias 2 e 4 de dezembro, no Sítio Macuca, município de Correntes

Macuca e Rec-Beat juntos!

Com essa união, o Macuca Jazz e Improviso se transforma em MACUCA DO MUNDO. O festival renasce em nova forma, mas mantém a essência fundamental apoiada na pluralidade de expressões culturais, sejam tradicionais ou de vanguarda inventiva. 

Essência traduzida em sensações quando se chega ao Sítio Macuca, percebidas com o intercâmbio espontâneo entre visitantes e moradores da região, com o candeeiro que permanece irradiando luz, com o céu estrelado em festa liberto de iluminação artificial e com a energia nata do lugar, promovendo uma confraternização entre pessoas, sentimentos, arte e natureza.

Um encontro lúdico e carinhoso entre o estado de espírito da Macuca e o respaldo de um dos festivais de música mais importantes do Brasil, o Rec-Beat.

Já passaram pelo antigo Macuca Jazz nomes como Hermeto Pascoal, Anjo Gabriel, Isaar, Duofel, Zé Manoel, Maciel Melo, Orquestra Contemporânea de Olinda, Hugo Linns, entre outros.

Serviço:
Macuca do Mundo
Sítio Macuca - 2 a 4 de dezembro
Distrito de Poço Comprido, Correntes-PE.
Classificação: 18 anos. Menores de idade podem participar, desde que acompanhados dos respectivos responsáveis legais.

Em breve, lote promocional de ingressos e mais informações.

Para sentir um pouco da atmosfera do lugar


Frevotron, DJ Dolores e Orchestra Santa Massa se apresentam nos Emirados Árabes

Orchestra Santa Massa encerrou os Jogos Olímpicos 2016. Foto: Divulgação


Performances integram evento realizado pela NYUAB, a extensão local da New York University que propõe conexões entre artistas de origens e disciplinas diferentes

Por Dulce Reis - Feed Comunicação

Frevotron, DJ Dolores e Orchestra Santa Massa embarcam neste sábado (17/09) para shows duplos em Abu Dhabi, uma das cidades dos Emirados Árabes. Os grupos apresentarão seu som cosmopolita juntos nos dias 21 e 22 de setembro. Além disso, haverá performance solo do DJ Dolores, assim como workshops de saxofone e música eletrônica. O convite surgiu do braço da NYUAB, a extensão local da New York University que propõe conexões entre artistas de origens e disciplinas diferentes. No evento, os grupos terão a colaboração de Zahed Sultan, multi artista do Kwait, envolvido na criação de ambientes em que música, projeções e luzes interagem simultaneamente.

Como particularidade, a performance dupla da Orchestra Santa Massa e Frevotron repetirá o bem sucedido encontro já apresentado ao grande público no encerramento dos Jogos Olímpicos Rio 2016, no último dia 21 de agosto, no Estádio do Maracanã. Inédito em Pernambuco, o show funde o encontro do frevo com maracatu, cocos, baiões com background da cultura de música eletrônica, condensando a musicalidade do nordeste em formato inovador, propondo novas estruturas musicais. Quem poderia pensar em frevo com apenas uma nota ou num maracatu movido a batidas sintéticas?

Playlist com apresentações da Santa Massa

Segundo o jornal New York Times, a respeito do trabalho com a Orchestra Santa Massa, “DJ Dolores usa computador e toca-discos para gerar beats e linhas de baixo, enquanto a rabeca e vocais tanto podem ser ganchos “folks” em temas de dance music como poderiam apontar para uma nova onda do rock”. A banda pernambucana é formada por Helder Aragão (DJ Dolores), Maciel Salú (voz e rabeca), Isaar (voz e percussão), Fábio Trummer (voz e guitarra) e Jam da Silva (percussão).

Para a apresentação na NYUAB, a Orchestra Santa Massa e o Frevotron, que é descrito pelo curador do evento da NYUAB como “a desconstrução do carnaval do Recife”, terá repertório de ambos os projetos. O Frevotron é formado por Maestro Spok, Yuri Queiroga e DJ Dolores.

Baixe o disco da Orchestra Santa Massa aqui: https://djdoloresmusic.com/orchestra-santa-massa
Baixe o disco do Frevotron aqui: https://djdoloresmusic.com/frevotron-2/

The last train, do Frevotron. vídeo de Mary Gatis. Música com participações especiais de Marion Lemonnier e Lira

quarta-feira, setembro 14, 2016

Queen e Google Play lançam app de realidade virtual baseada em "Bohemian rhapsody"



Presente no álbum A night at the opera, de 1975, a canção Bohemian rhapsody continua a encantar gerações. Agora os fãs do Queen e da música têm acesso a uma versão remixada da obra, acompanhada por uma narrativa visual interativa. A chamada The Bohemian Rhapsody Experience foi desenvolvida por animadores e designers e lançada como aplicativo pela Google.

Ao acessar o app, os usuários viajam pela mente do cantor Freddie Mercury, e desfrutam da sensação de estar no palco com a banda, com elementos visuais e de áudio que respondem aos movimentos do usuário. A criação já está disponível na loja do Google Play e, em breve, chegará à Apple Store. A criação foi inspirada na iconografia dos álbuns da banda e em todo o seu simbolismo. Foram usados na experiência elementos como a fênix do logo da banda, o robô que aparece em News of the world e os objetos voadores em A kind of magic.

Vídeo mostra como a experiência foi criada.




segunda-feira, setembro 12, 2016

Metal alternativo e entrevista com Torture Squad no PEsado - lapada para todos os gostos #55

A banda paulista Torture Squad foi entrevistada no Mais Pesado. Foto: divulgação

Melvins, Baroness, Mastodon, Neurosis, Labirinto, Faith no More, Kalouv foram algumas das atrações apresentadas no programa PEsado - Lapada para todos os gostos, veiculado no sábado (10), na Universitária FM de Pernambuco. A edição teve como tema central o metal alternativo. O apresentador, jornalista e vocalista metálico Wilfred Gadêlha (integrante da banda pernambucana Will2Kill) entrevistou o também jornalista Luiz Mazetto, autor dos livros Nós Somos a Tempestade 1 e 2.

No Mais Pesado, bônus online da edição radiofônica, a banda paulista Torture Squad falou sobre sua passagem pelo Headline Festival, no Recife, e outros assuntos. O guitarrista Nenel Lucena foi o convidado da vez no quadro Quero ouvir.


sexta-feira, setembro 09, 2016

Metal alternativo é tema do PEsado. Ouça playlist e se inteire sobre o estilo

A banda Melvins está na playlist do PEsado

No sábado (10/09), o programa PEsado - Lapada para todos os gostos apresenta mais uma edição "especial". Desta vez, o tema será o metal alternativo. O apresentador, jornalista e vocalista metálico Wilfred Gadêlha (integrante da banda pernambucana Will2Kill) entrevistou o também jornalista Luiz Mazetto, autor dos livros Nós Somos a Tempestade 1 e 2.

Para ir se inteirando sobre o que vai ser discutido no PEsado, ouçam a playlist preparada pela diretoria do programa. Na seleção, grupos como Melvins, Baroness, Mastodon, Neurosis, Labirinto, Faith no More, entre outros. O programa é veiculado todos os sábados, às 18h, na 99,9, Universitária FM de Pernambuco. Também é possível acompanhar todas as gravações online. Para saber mais, visitem a página https://www.facebook.com/PEsadoRadio .


Sobre o PEsado

Um espaço onde a música pesada não tenha amarras, em que possa circular sem preconceitos e barreiras. Esta é a proposta básica do PEsado - Lapada para todos os gostos, que estreou sábado 4 de julho de 2015, na Universitária FM. Apresentado pelos jornalistas e músicos Wilfred Gadêlha e AD Luna, o programa alia informação em forma de conteúdo jornalístico e musical. A ideia central é estimular a discussão, o debate e a reflexão de forma que o conhecimento seja difundido para um público mais amplo do que o senso comum tenta fazer acreditar. A captação e edição do PEsado é realizada por Gustavo Augusto.

Quem é quem

Wilfred Gadêlha nasceu em Goiana, Pernambuco, em 16 de junho de 1973. Atuou no Diario de Pernambuco e no Jornal do Commercio, assim como em campanhas eleitorais. Foi baterista das bandas Dark Fate e Cérbero e vocalista de Cruor e Câmbio Negro HC. Atualmente, responde pelos vocais no Will2Kill. Participou de duas pesquisas culturais sobre metal e música pesada no Estado e escreveu o livro PEsado - Origem e consolidação do metal em Pernambuco.

AD Luna nasceu em Porto Alegre, mas cresceu no Recife. É baterista da Querosene Jacaré, Electric Mooker, Mavericks. Também tocou no Monjolo e Cruor, entre outras bandas. É apresentador do Mão na Massa, quadro do programa Showlivre, que será exibido na TV Cultura. É formado em jornalismo pela Universidade Federal de Pernambuco. Trabalhou como diretor de Internet da Prefeitura do Recife, durante a primeira gestão do prefeito João Paulo. Foi repórter, apresentador e gerente de conteúdo do Showlivre.com, site paulista de TV Web especializado em música. Foi repórter dos cadernos de cultura do Jornal do Commercio e do Diario de Pernambuco. Atualmente, é roteirista e repórter do programa Som na Rural, colaborador da Revista Continente e presidente internacional do blog Interdependente - música e conhecimento.

Liniker e os Caramelows lançam música inédita

Liniker e os Caramelows. Foto: Divulgação

Faixa tem participação de Tássia Reis e da banda instrumental Aeromoças e Tenistas Russas, faixa faz parte do disco Remonta

Por Inker Agência Cultural

“Zero”, “Caeu” e “Loiuse do Brésil” são as três músicas que compõem o EP Cru, trabalhado lançado em outubro de 2015 e responsável por ter projetado Liniker e os Caramelows. Nos shows, outras músicas apareceram e se tornaram queridinhas do público, como “Tua” e “Sem nome, mas com Endereço”. No dia 16 de setembro, o grupo lança o primeiro disco da carreira: Remonta. Mas antes disso,  a banda libera uma faixa inédita que estará no álbum. Trata-se de “BoxOkê”, disponível a partir de hoje nas plataformas de streaming.

A música reúne Liniker e os Caramelows, a rapper Tássia Reis e a banda instrumental Aeromoças e Tenistas Russas, exaltando assim a força do interior paulista na cena atual. “BoxOkê traz o rap de Jacareí, o instrumental de São Carlos e o funk de Araraquara”, define o baixista Rafael Barone – um dos Caramelows ao lado de William Zaharanszki (guitarra), Pericles Zuanon (bateria), Márcio Bortoloti (trompete) e Renata Éssis (backing vocal).

Assinada por Tássia e Liniker, a faixa brinca com a ideia de músicas cantadas no chuveiro. “Tenho uma conexão muito forte com água. Vou lavar louça e começo a cantar”, conta a rapper. “A música tem um groove preto, suingado e é também de resistência. Tanto que a gente fala que ‘vai passar três batons para ninguém ensaboar a gente’”, diz Liniker.

“Recebemos a primeira versão e tivemos liberdade para criar”, conta Eduardo Porto, baterista do Aeromoças e Tenistas Russas.

“BoxOkê” chega nas plataformas de streaming no dia 9 de setembro (sexta-feira) e integra o disco Remonta, que foi gravado no Red Bull Studios São Paulo e teve produção de Marcio Arantes (responsável pelo disco Efêmera, de Tulipa Ruiz, além de ter trabalhado em músicas de Maria Bethânia, Ná Ozzetti, José Miguel Wisnik, entre outros).

segunda-feira, setembro 05, 2016

Comunicação Não Violenta, Roberto Carlos, Ney Matogrosso e Franz Ferdinand no Interdependente #8. Ouça entrevista com o prof. Marcelo Pellizoli

Marcelo Pellizoli, professor da UFPE. Foto: reprodução Facebook
Desenvolvida pelo psicólogo estadunidense Marshall Rosenberg (1934-2015), a Comunicação não violenta (CNV) tem servido como guia de pacificação de conflitos em mais de 65 países. Ela também pode ser aplicada na relações pessoas do dia a dia, em casa, no trabalho e nos chamados Círculos Restaurativos, prática derivada da Justiça Restaurativa. Nesta edição de número 8 do Interdependente - música e conhecimento, o professor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) Marcelo Pellizoli, que foi aluno de Rosenberg, fala sobre o tema. Na parte musical, Pellizoli escolheu para representar o assunto as músicas Eu quero apenas, sucesso de Roberto Carlos; Fala, dos Secos & Molhados, numa versão ao vivo cantada por Ney Matogrosso. Para fechar, o apresentador AD Luna escolheu Right action, da banda escocesa Franz Ferdinand.

>

Marcelo Pellizoli é doutor em Filosofia e pós-doutor em Bioética. É profeossor do Depto. de Filosofia da UFPE. Membro do Grupo Cultura de Paz e Comissão de Direitos Humanos DHC da UFPE. Orienta e desenvolve estudos e pesquisas sobre: Fundamento teóricos, sistêmicos e métodos das Práticas Restaurativas, com ênfase na Comunicação Não Violenta, Círculos de Diálogos e Justiça Restaurativa; investigação de paradigmas e tecnologias psicossociais para entendimento dos conflitos.

---------------------------------------------------------------------
Lançado em 17 de julho de 2016, o Interdependente - música e conhecimento, mostra as interdependências, conexões entre músicas do mundo e assuntos diversos.

Apresentação e pauta: AD Luna
Trabalhos técnicos: Gustavo Augusto
Trilha das vinhetas: banda Monjolo

quarta-feira, agosto 31, 2016

Poucos brasileiros na lista de mais tocadas do app Google Play Música. Calvin Harris lidera ranking


O DJ e produtor escocês Calvin Harris. Foto: reprodução internet
Calvin Harris, Fifth Harmony, Justin Bieber, The Chainsmokers, Sia. Estes são alguns dos artistas que lideram o ranking das músicas mais ouvidas pelos usuários do Google Play Música, no Brasil. A informação foi divulgada, nesta quarta (31), pelo Google, e compreende as reproduções executadas entre 28 de maio e 29 de agosto. É interessante notar a pouca presença de brasileiros na lista. O país está representado por Matheus & Kauan, com O nosso santo bateu, em oitavo lugar, e Maiara & Maraísa, em décimo, com a faixa 10% .

Rihanna está na faixa This is what you came for, de Calvin Harris


O catálogo do aplicativo Google Play Música reúne mais de 35 milhões de músicas. Os usuários podem comprar composições separadas, álbuns inteiros ou assinar o  serviço de streaming, disponível por R$ 14,90/mês. Também há o plano família, com o qual até seis pessoas podem assinar o serviço, no valor de R$ 22,90 ao mês (cerca de R$ 4,00, por pessoa).

Brasil - Músicas mais ouvidas no Google Play Música
1. Calvin Harris - This Is What You Came For (feat. Rihanna)
2. Fifth Harmony - Work from Home (feat. Ty Dolla $ign)
3. Justin Bieber - Sorry
4. The Chainsmokers - Don't Let Me Down (feat. Daya)
5. Sia - Cheap Thrills
6. Ed Sheeran - Photograph
7. Rihanna - Work (feat. Drake)
8. Matheus & Kauan - O Nosso Santo Bateu (Na Praia/ Ao Vivo)
9. Alan Walker - Faded
10. Maiara & Maraísa - 10% (Ao Vivo)

Global - Músicas mais ouvidas no Google Play Música
1. Drake - One Dance (feat. WizKid & Kyla)
2. The Chainsmokers - Don't Let Me Down (feat. Daya)
3. Calvin Harris - This Is What You Came For (feat. Rihanna)
4. Fifth Harmony - Work from Home (feat. Ty Dolla $ign)
5. Twenty One Pilots - Ride
6. Twenty One Pilots - Stressed Out
7. G-Eazy - Me, Myself & I
8. Zara Larsson - Never Forget You
9. P!nk - Just Like Fire (From the Original Motion Picture "Alice Through The Looking Glass")
10. Desiigner - Panda

segunda-feira, agosto 29, 2016

Recife Assombrado, Capiba, Chico Buarque, Secos & Molhados, Chico Science no Interdependente #7. Ouça entrevista com André Balaio


Medo, terror, horror! Esses são os temas que permeiam a sétima edição (sim, 7!) do Interdependente - música e conhecimento. Neste programa, o músico e escritor pernambucano André Balaio fala sobre O Recife Assombrado, projeto que expõe ao mundo contos e histórias horripilantes situadas na capital e em outras cidades do Estado. Além do número, outra coincidência praticamente sobrenatural é que a entrevista com Balaio sai justamente na semana em que ocorre o Segundo Festival o Recife Assombrado, no Sesc Santo Amaro, entre 31 de agosto e 3 de setembro. Clique aqui para mais detalhes.

Não ficaram de fora, citações à Perna Cabeluda, Boca de Ouro, Papa-figo, entre outros contos que dizem que é lenda. Mas todos sabemos que é verdade, verdadeira. Quem duvidar, terá o sono perturbado hoje e nos próximos sete anos por criaturas zombeteiras do além. CUIDADO!!

Na parte musical, logo na abertura, você se delicia com a medonha e bela Ave Satani, que faz parte da trilha do filme A Profecia. Ainda vamos ter duas músicas indicadas por Balaio: Recife, cidade lendária, de Capiba, numa versão cantada por Chico Buarque e O vira, dos Secos e Molhados. Há duas em uma escolhidas por mim: Monólogo ao pé do ouvido e Banditismo por uma questão de classe, de Chico Science e Nação Zumbi, tocadas ao vivo no Circo Voador, no Rio de Janeiro, em março de 1994.



---------------------------------------------------------------------
Lançado em 17 de julho de 2016, o Interdependente - música e conhecimento, mostra as interdependências, conexões entre músicas do mundo e assuntos diversos.

Apresentação e pauta: AD Luna
Trabalhos técnicos: Gustavo Augusto
Trilha das vinhetas: banda Monjolo

segunda-feira, agosto 22, 2016

Como não ser enganado pelo "cientificamente comprovado". Ouça entrevista com Carlos Orsi no Interdependente #6


Olá, povo! Olá, pessoas! Eu sou AD Luna, jornaleiro e baterista. Esta é a edição #6, do Interdependente - música e conhecimento, datada de 22 de agosto de 2016. Frank Sinatra abre a parte musical deste programa com Fly me to the moon, canção escolhida pelo jornalista especializado em ciência e escritor de ficção científica Carlos Orsi

Com as dicas do nosso convidado, você vai saber como o método científico pode te ajudar no dia a dia e a ficar atento a coisas taxadas como "cientificamente comprovadas". E mais: você sabia que nem sempre ouvir os dois lados é algo jornalísticamente correto em reportagens sobre ciência? É o caso, por exemplo, de questões envolvendo teoria da evolução e mitos religiosos como o criacionismo.

A outra música escolhida é Brilliant disguise, de Bruce Springsteen. "Ela costuma ser interpretada como uma canção sobre insegurança e ciúme, mas que pode ser vista como uma lição prática sobre o poder da evidência negativa", explica Orsi.


Carlos Orsi nasceu em Jundiaí, interior paulista, é escritor de ficção científica e horror e jornalista especializado em divulgação da ciência. É graduado pela ECA-USP, mantém um blog sobre ciência (CLIQUE AQUI), cultura e atualidades. Artigos e reportagens seus sobre ciência foram publicados nas edições brasileiras das revistas "Discovery" e "Newton", na "Geek", em "Discutindo Língua Portuguesa", na revista online "DataGramaZero", em "O Estado de S. Paulo", "Carta na Escola", no Portal Estadão e no site da Galileu, também atua como editor assistente no Núcleo de jornalismo do Centro de Estudos Avançados da Unicamp. Fonte: Wikipedia

---------------------------------------------------------------------
Lançado em 17 de julho de 2016, o Interdependente - música e conhecimento, mostra as interdependências, conexões entre músicas do mundo e assuntos diversos.

Apresentação e pauta: AD Luna
Trabalhos técnicos: Gustavo Augusto
Trilha das vinhetas: banda Monjolo

Banco do Brasil divulga programa de patrocínios social, ambiental, esportivo e cultural



Por Assessoria BB

O Banco do Brasil torna pública a abertura do Programa Banco do Brasil de Patrocínio 2017-2018, por meio de dois editais: “Patrocínio - Banco do Brasil” e “Patrocínio – Centro Cultural Banco do Brasil”. As inscrições são gratuitas e devem ser realizadas exclusivamente pela internet no site www.bb.com.br/patrocinios, entre 22 de agosto e 26 de setembro de 2016, onde também podem ser encontradas todas as informações relativas ao Programa, além dos editais.

Na modalidade “Patrocínio - Banco do Brasil”, as propostas selecionadas podem ter apoio financeiro do BB para execução de projetos ambientais, sociais, esportivos e mercadológicos, a serem realizados em todo território nacional.

Já na modalidade “Patrocínio – Centro Cultural Banco do Brasil”, serão selecionados projetos a serem patrocinados pelo BB para compor a programação das unidades do CCBB em Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Rio de Janeiro (RJ) e São Paulo (SP), nas áreas de música (popular, erudita e instrumental), exposição (pintura, escultura, fotografia, gravura, instalação, multimídia e outros), artes cênicas (teatro, dança, performance, circo, ópera), cinema e vídeo (mostras e festivais), programa educativo (oficinas, cursos e visitas orientadas) e ideias (palestras, seminários e conferências), nos anos de 2017 e 2018.

Para o edital “Patrocínio - Banco do Brasil” serão analisados os seguintes atributos: brasilidade, visibilidade, risco, responsabilidade social, democratização, valorização dos relacionamentos, criatividade/originalidade, responsabilidade ambiental e acessibilidade. Para os projetos inscritos para os CCBBs os critérios a serem considerados são: inovação, originalidade, brasilidade, memória cultural, abrangência de público, fomento a novos talentos, relevância conceitual e temática, experiência e ficha técnica.

Os projetos serão avaliados por comissão de seleção interna do Banco do Brasil e poderão contar com a participação de especialistas de mercado e técnicos de órgãos do Governo Federal indicados pela Secretaria de Comunicação da Presidência da República (Secom/PR) e pelo Ministério da Cultura.

“A seleção de projetos por meio de editais públicos fortalece a transparência com a qual o BB se relaciona com seus públicos, além de democratizar a oportunidade de acesso ao programa de patrocínios do Banco do Brasil”, afirma o diretor de Estratégia da Marca, Luís Aniceto Silva Cavicchioli.

Serviço:
“Patrocínio - Banco do Brasil” e “Patrocínio – Centro Cultural Banco do Brasil”
Inscrições: de 22 de agosto a 26 de setembro de 2016
Endereços: www.bb.com.br/patrocinio
Dúvidas: 0800 729 0001 (demais localidades)
E-mails: direm.promoi@bb.com.br (para dúvidas sobre patrocínio do BB)
              direm.cultura@bb.com.br (para dúvidas sobre patrocínio nos CCBBs)

quarta-feira, agosto 17, 2016

(Memória) Chimbinha manda recado para novatos: "Não espere por gravadora!"



Por AD Luna - ad.luna@gmail.com

Essa entrevista aconteceu casa de shows HSBC, em São Paulo, em um sábado (18/04/2009), depois da passagem de som do ‪Calypso‬. Tomei um belo chá de cadeira: cheguei às 16h e só consegui falar com Chimbinha às 19h. Mas valeu a pena. :)

Na conversa, ‪ele‬ faloi sobre o sucesso do Calypso, sobre a turnê nacional e internacional que comemorava dez anos de carreira do grupo e ainda mandou um recado para bandas e artistas novos: "Não espere por gravadora, monte sua equipe e corra atrás que você vai longe!"

Há ainda trechos que não foram veiculados, nos quais Chimbinha fala das suas influências musicais. Aí passo a bola para o pessoal do Showlivre.com para procurar a fita e por o conteúdo no ar!

segunda-feira, agosto 15, 2016

Yoga, Pixies, Morrissey e Sigur Rós no Interdependente #5. Ouça entrevista com João Vieira



Na edição de número 05 do Interdependente - música e conhecimento, vamos falar sobre Yoga. O nosso entrevistado da vez, João Vieira, explica como começou a praticar a Hatha Yoga. Ele comenta sobre sua iniciação, sobre características da hatha e a respeito de questões envolvendo ética e filosofia. Na parte musical, fugimos do velho esquema de sempre tocar música indiana quando se fala em yoga. Vamos de canções de artistas apreciados por Vieira. É o caso do Bombay Bycicle Club, Morrisey, Pixies e Sigur Rós.

João Vieira tem pós-graduação em Yoga pela Faculdade de Educação Física da UniFMU, sob a orientação de Marcos Rojo. Em 2017, vai visitar a Índia pela décima vez. Mora em São Paulo, na região da Avenida Paulista. Gosta de hardcore e pós-punk, se diz devoto de bandas como Hüsker Dü e Pixies, , além de ser cicloativista, defensor do veganismo e dos animais. Coordena a Capacitação em Yoga em Nazaré Uniluz, leciona em cursos de yoga por todo o Brasil, pelo Instituto de Estudos e Pesquisas em Yoga (IEPY). Além de manter sua própria escola, a Bombay Yoga Club.



---------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Lançado em 17 de julho de 2016, o Interdependente - música e conhecimento, mostra as interdependências, conexões entre músicas do mundo e assuntos diversos.

Apresentação e pauta: AD Luna
Trabalhos técnicos: Gustavo Augusto
Trilha das vinhetas: banda Monjolo

sexta-feira, agosto 12, 2016

Björk sobre Elis Regina: "Ela vai emocionalmente a lugares que não tenho coragem de ir"

Elis no programa Vox Populi em 1978. Foto: Bernardino Novo CEDOC/FPA
Por AD Luna - ad.luna@gmail.com

Em julho de 2007, entrevistei em São Paulo o músico e produtor João Marcelo Bôscolli, para o Mão na Massa. Programa idealizado e apresentado por este que vos tecla e produzido pelo Showlivre.com.

Falamos sobre música (claro, né?), a plataforma Trama Virtual (que saiu do ar em 2013) e sobre a mãe dele, Elis Regina. Um dos momentos mais interessantes e marcantes da entrevista foi quando Bôscolli revelou trecho de conversa que teve com a cantora e compositora islandesa Björk, a respeito de Elis.

"João, eu não entendo direito o que a Elis fala... Estou começando a conhecer o teor das letras agora. Mas eu percebo que ela tem coragem para ir emocionalmente a lugares que eu não coragem de ir, que eu não sei se conseguiria voltar depois", disse Björk, no encontro com ele.

Abaixo, a parte 2 da conversa. O papo sobre Elis Regina começa em 1'43".

quinta-feira, agosto 11, 2016

Corram para as colinas! Leandro Karnal, Iron Maiden e o massacre dos índios norte-americanos



O homem branco veio atravessando o mar
Ele nos trouxe dor e miséria
Ele matou nossa tribo, matou nossa crença
Ele pegou nosso jogo para seu próprio proveito
Nós lutamos forte, lutamos bem
Lá nas planícies, nós lhe demos o inferno
Mas muitos vieram, demais para acreditar
Oh, será que seremos libertados?

Cavalgando por nuvens de poeira e terras estéreis
Galopando em disparada nas planícies
Perseguindo os peles-vermelhas de volta para suas tocas
Lutando com eles em seu próprio jogo
Assassinando por liberdade, esfaqueando pelas costas
Mulheres, crianças e covardes, ataquem!

Corram para as colinas
Corram por suas vidas!

Por AD Luna - ad.luna@gmail.com

A tradução da letra acima é de um dos inúmeros hits da banda inglesa Iron Maiden. A faixa está presente no álbum The number of the beast, lançado em 1982. Run to the hills relata o conflito entre colonos vindos da Europa e os nativos que moravam no que viria a se tornar o país mais poderoso do planeta. No livro A história dos Estados Unidos: das origens ao século XXI (Editora Contexto), que tem entre seus autores brasileiros o professor Leandro Karnal, comenta-se que diversos historiadores costumam empregar a expressão genocídio para caracterizar o massacre pelo qual populações indígenas da antiga América do Norte sofreram.

De acordo com o livro, os colonos baseavam a ocupação das terras indígenas em argumentos teológicos. Eles se identificavam com o povo eleito que Deus conduziria para uma terra prometida e, por isso, se viam com direito e a autoridade para expulsar os antigos moradores da região. Exemplo disso é o relato datado de 1628 publicado na obra, e atribuído ao colono Jonas Michaelius.

"Quanto aos nativos deste país, encontro-os totalmente selvagens e primitivos, alheios a toda decência; mais ainda, incivilizados e estúpidos, como estacas de jardim, espertos em todas as perversidades e ímpios, homens endemoniados que não servem a ninguém senão o diabo (...). É difícil dizer como se pode guiar a esta gente o verdadeiro conhecimento de Deus e de seu mediador, Jesus Cristo".


Além do massacre promovido por armas de fogo, milhares de índios sucumbiram às doenças trazidas pelos colonos e, fato pouco conhecido, vários deles foram escravizados. "A ideia europeia de colonização significou uma mortandade imensa em todo o continente americano", informa o livro.

Os índios tentaram se defender. Mas o poderio dos novos inimigos era imenso. O livro também registra como um nativo descreveu a chegada dos brancos. Notem que havia um sentimento de esperança numa boa relação, a qual se mostrou trágica.

"(...) Buscaram por todos os lados bons terrenos, e quando encontravam um, imediatamente e sem cerimônias se apossavam dele. Nós estávamos atônitos, mas, ainda assim, nós permitimos que continuassem, achando que não valia a pena guerrear por um pouco de terra. Mas quando chegaram a nosso terrenos favoritos - aqueles que estavam mais próximos das zonas de pesca - então aconteceram guerras sangrentas. Estaríamos contentes em compartilhar as terras uns com os outros, mas esses homens brancos nos invadiram tão rapidamente que perderíamos tudo se não os enfrentássemos... Por fim, apossaram-se de todo o país que o Grande Espírito nos havia dado".

segunda-feira, agosto 08, 2016

Ética na exploração espacial e ficção científica no Interdependente #4. Ouça entrevista com Alexey Dodsworth. Parte 2

"Cena" do livro Encontro com Rama, de Arthur C. Clarke
Na segunda parte da entrevista que concedeu ao Interdependente - música e conhecimento, o pesquisador e escritor Alexey Dodsworth conversa sobre temas interessantíssimos. Você sabia que a humanidade já passou por dilema ético relacionado à possível vida extraterrestre? Sabia que a queda de um meteoro destruidor sobre a Terra é algo bastante provável de acontecer? Pois é. Esses temas são expostos por Dodsworth com equilíbrio, sem alarmismo. Na parte musical, selecionamos a versão do clássico Space oddity, de David Bowie, gravada pelo astronauta canadense Chris Hadfield. A fantástica Assim falou Zaratustra, de Richard Strauss, e Countdown, do Rush.


Ele também discorre sobre as conexões entre ficção científica e pesquisa espacial. Além de contar destalhes (sem spoilers) dos seus livros de ficção científica Dezoito de escorpião (leia resenha aqui) e o mais recente, O esplendor. Nesta obra, Alexey descreve a vida no fascinante planeta Aphriké, o qual é povoado por uma raça telepática que não tem ideia do que seja sono, privacidade e sonho. 

Todos os moradores conhecem os pensamentos uns dos outros. Algo como nosso Facebook de hoje, numa versão centenas de vezes mais radical. Tal mundo foi concebido por R’av, uma espécie de deus criador passível de erros e imperfeições. Os seres de Aphriké são negros e o planeta deles é iluminado por seis sóis, com nomes de orixás: Oya, Sango, Osum, Osala, Omulu e Yewa. Além de elementos da cultura afro, também há referências ao budismo, a distopias de Orwell e Zamyatin, obras de Isaac Asimov e conhecimentos de filosofia e astronomia do autor. Leia mais, aqui!

Na Amazon, é possível ter acesso a uma "amostra grátis" de O esplendor


EVENTOS com Alexey Dodsworth

AGOSTO

DIA 27, às 19h
Lançamento de "O Esplendor" e da segunda edição de "Dezoito de Escorpião"
Onde: Santo Mirante, na Rua Dias de Barros 54, Santa Teresa, Rio de Janeiro. Informações: contato@santomirante.com.br

SETEMBRO

DIA 2, às 19h
Palestra aberta sobre filosofia e ficção científica e noite de autógrafos de "O Esplendor"
Onde: Instituto Palas Athena. Alameda Lorena 355, São Paulo.
Todo o lucro da venda dos livros será direcionado para o projeto "Gandhi na Fundação Casa", que tem por objetivo estimular a cultura de paz entre os jovens infrator

Lançado em 17 de julho de 2016, o Interdependente - música e conhecimento, mostra as interdependências, conexões entre músicas do mundo e assuntos diversos.

Apresentação e pauta: AD Luna
Trabalhos técnicos: Gustavo Augusto
Trilha das vinhetas: banda Monjolo