segunda-feira, fevereiro 23, 2015

O longevo rock de Renato e seus Blue Caps

Capa de disco lançado em 1963, com participação de Erasmo Carlos.

por AD Luna

Formada três anos antes da Rolling Stones, banda de rock criada por Renato Barros é a mais antiga em atividade e completa 53 anos

No mês passado, o mundo comemorou meio século de vida dos Rolling Stones. A banda britânica de rock é uma das mais influentes e longevas do planeta. Porém, não é a mais antiga em atividade. Tal título tem sido atribuído a Renato e Seus Blue Caps, grupo carioca, amado pelo Brasil e pelos pernambucanos, criado em 1959 - portanto, três anos antes do conjunto do (ainda) rebolativo Mick Jagger e do (sempre) sisudo Charlie Watts. O guitarrista, vocalista e compositor Renato Barros, 68 anos (Nota: matéria publicada em agosto de 2012), é um dos principais responsáveis pela carreira de sucesso dos Blue Caps.

"Temos um título que não sabemos se é bom ou ruim. Mas que é verdade, é", reafirma Barros, por telefone, demonstrando muita simpatia e bom humor. A banda tem shows marcados para acontecer, hoje, em São Lourenço da Mata e Olinda, e, amanhã, no Clube das Pás, no bairro recifense de Campo Grande, onde deve apresentar alguns dos seus inúmeros sucessos a exemplo de Se você soubesse, Feche os olhos, Capeta em forma de guri, Não te esquecerei, Dona do meu coração, Meu bem não me quer, A primeira lágrima, Gatinha manhosa, Meu primeiro amor e muitos outros.

O grupo surgiu num tempo no qual artistas do então adolescente rock’n’roll dominavam os corações juvenis. Caso de Elvis Presley, Bill Halley, Little Richards, entre outros - numa era pré-Beatles e Stones. "Enquanto a bossa nova era preferida do pessoal da zona sul do Rio de Janeiro, os jovens da zona norte se mostravam mais interessados e influenciados por aquele som americano. Em toda esquina de subúrbios do Rio havia um conjunto de rock", relembra.

O então adolescente Renato Barros, com seus 14 ou 15 anos ("não me lembro bem"), estava empolgado com aquela nova onda. "Na época, tínhamos o Hoje é dia de rock, transmitido pela rádio Mayrink Veiga, do Rio de Janeiro. Todo mundo passava por esse programa. Vi a fila de inscrição e me cadastrei. O detalhe é que me inscrevi antes de formar uma banda", conta, sob risos.

Para se apresentar no programa, as atrações ou tocavam ao vivo ou faziam mímicas de artistas conhecidos. Por ainda não se sentirem seguros como músicos, o embrião do conjunto - Renato e seus irmãos Paulo Cezar e Ed Wilson - resolveu escolher a segunda opção.

No entanto, os ingênuos garotos não faziam ideia de como funcionavam as tais interpretações músico-gestuais que se davam no auditório da rádio. De casa, eles apenas ouviam os programas, a vibração do público, os aplausos e gritos. Chegando lá, viram que a história era outra: se depararam com conjuntos muito bem ensaiados, que executavam coreografias super elaboradas. "Era uma coisa bonita de se ver, diferente da gente. Nossa apresentação foi um desastre e acabamos sendo muito vaiados", descreve Renato.

A pancada foi grande. No bairro em que moravam, os amigos e vizinhos insistiam em comentar sobre a situação vexaminosa. "Foram vaias que até hoje ressoam na minha cabeça", brinca Renato. Mas, ao invés de minarem o entusiasmo dos rapazes pela música, a situação serviu como estímulo.

Assim, cerca de dois meses depois, eles estavam de volta ao programa. Mas, dessa vez, para tocar ao vivo. "O diretor do programa, Jair de Taumaturgo, olhou pra gente e não acreditou. ‘Puxa, de novo. Vocês são muito ruins. Não façam isso!’". Mas, dessa vez, foi diferente. Já com o nome Renato e Seus Blue Caps (que substituíra o anterior, Bacaninhas do Rock da Piedade), eles tocaram e cantaram o clássico Be-bop-a-lula, gravado pela primeira vez, em 1956, por Gene Vincent e Seus Blue Caps (daí a inspiração sugerida a eles por Taumaturgo) e que ganhou novas versões nas mãos dos Beatles, Jerry Lee Lewis, Carl Perkins, Queen, Raul Seixas.

Daí em diante, o grupo seguiu por uma trilha ascendente. Acompanharam e gravaram com outros artistas, apresentaram-se no programa do Chacrinha, na TV Tupi, lançaram seu primeiro álbum, Twist, em 1962 (portanto, há meio século), dividido com os cantores Cleide Alves e Reynaldo Rayol (irmão de Agnaldo), chegaram a ter como crooner do conjunto Erasmo Carlos e acompanharam o rei Roberto na gravação da faixa Splish splash - do álbum homônimo, de 1963.

"Começamos todos juntos. Foi Roberto Carlos que conseguiu nos colocar na gravadora CBS - que era muito conservadora e não gostava de roqueiros. Convivemos por uns bons anos e ele gravou algumas músicas minhas", diz Renato. Uma delas é o sucesso Você não serve pra mim, presente no disco Roberto Carlos em ritmo de aventura, de 1967.

Fama na cola dos Beatles

Boa parte do sucesso e da popularidade alcançada por Renato e Seus Blue Caps se deve a suas versões em português de músicas dos Beatles. O interessante é que muitas dessas recriações até hoje chegam a ser mais populares, no Brasil, do que as originais. Isso pode ser observado, por exemplo, durante os dois shows que Paul McCartney fez no Recife, em abril. No Arruda, pessoas cantavam emocionadas a versão abrasileirada de All my loving, transformada em Feche os olhos pelos cariocas.

Ao todo, eles fizeram 17 recriações de canções dos britânicos, sendo que 15 entraram em sua extensa discografia. A primeira delas foi Menina linda, originalmente composta pelos garotos de Liverpool como I’´ve should have known better. "Ela nos foi sugerida por Carlos Imperial (ator, compositor, produtor e apresentador de TV, falecido em 1992, aos 56 anos). Até então, eu nunca tinha ouvido falar em Beatles. Ele me deu um disquinho com a música e me pediu para aprendê-la. Se meu inglês já é ruim hoje, naquela época era pior ainda, não entendia nada do que eles cantavam e resolvi escrever uma letra qualquer", explica.

Apresentada em um programa comandado por Imperial, Menina linda teve grande repercussão. "Ele nos falou para incluir a música em disco. Nós assim fizemos e só depois que o disco saiu é que pedimos autorização. Mas os Beatles nunca criaram problemas", relembra um sempre divertido Renato.

O álbum em questão era o Viva a juventude!, lançado em 1965 pela CBS. Nesse LP, há outras versões dos Beatles: Sou feliz dançando com você (I’ am so happy just to dance with you) e Garota malvada (I call your name), além dos sucessos Negro gato (Getúlio Cortes) e Gatinha manhosa (Erasmo e Roberto Carlos).



Para um amor no Recife

Renato Barros tem uma relação especial com o Estado. Ele possui parentes no Recife e chegou a ter uma namorada na cidade. A relação durou 11 anos e Renato costumava visitá-la quinzenalmente. Por conta disso, muita gente pensa que ele morou aqui.

Rubro-negro em Pernambuco e no Rio de Janeiro, onde torce pelo Flamengo, ele aceitou de pronto o convite para compor o Hino à Treme Terra, canção para uma das torcidas mais atuantes do Sport Clube do Recife.

"No fim dos anos 1970, assisti a uma partida entre Santa Cruz e Sport. Fiquei bastante emocionado com o estádio cantando minha música", relembra Renato.

Renato Barros se diz um eclético no quesito gosto musical. "Gosto de tudo que me agrada os ouvidos. Bossa nova, forró, rock, jazz, blues. De tudo!", comenta o guitarrista, que já deu uma canja no projeto Oi Blues by Night.

Atualmente formado por Cid (vocal), Renato Barros (guitarra e vocal), Gilsinho Moraes (bateria), Amadeu Signorelli (baixo) e Darcy Velasco (teclados), Renato e Seus Blue Caps faz uma média de duas a três apresentações por semana.

"Antes, fazíamos cinco, seis shows semanais. Era uma loucura! Mas, com o tempo, ficamos mais seletivos. Só aceitamos tocar em ambientes com boa estrutura de som e luz. Está muito bom assim e acredito que estamos tocando melhor", afirma.

 Originalmente publicada no Jornal do Commercio.










domingo, fevereiro 22, 2015

Abril pro Rock 98: Querosene Jacaré, Devotos, Sheik Tosado, O Rappa

China, então vocalista da banda Sheik Tosado. Foto: Reprodução/YouTube


Reportagem do Metrópolis, da TV Cultura de São Paulo, realizada durante a sexta edição do festival Abril pro Rock, no Centro de Convenções em Olinda.

Atrações que aparecem na matéria:

Edmilson do Pífano

Comadre Fulorzinha

Querosene Jacaré - trecho de show e entrevista com Ortton, Sinval e AD Luna, em uma encarnação passada!
"A gente cresceu escuTANO..." :)

Luciana Pestano - com entrevista

Skank

Cascabulho - entrevista com Silvério Pessoa, que também estava encarnado em outro corpo! :)

Ratos de Porão

Sheik Tosado - que tinha um minino de uns 10 anos no vocal! Entrevista com ele e outros da banda :)

DMP e os Fulanos - Chiquinho, cadê vc?

Pólux

Devotos com Clemente - entrevista com Cannibal

Pedro Luis e a Parede

Serpente Negra

Lenine

O Rappa

quarta-feira, fevereiro 04, 2015

Rec-Beat comemora 20 anos com atrações do Brasil, Nigéria, EUA, Áustria, Argentina, Peru e Colômbia

O pernambucano Tagore é uma das atrações do Rec-Beat 2005. Foto: Divulgação

Por  AD Luna

Dorit Chrysler, Keziah Jones, Luiz Melodia, Mombojó, Juçara Marçal, Jam da Silva, Man or Astro-Man?, Russo Passapusso, DJ Dolores: Banda Sonora, Lucas Santtana e Matalanamão são algumas das atrações que se apresentam entre os dias 14 e 17 de fevereiro, no Cais da Alfândega


Não é incomum ouvir falar sobre o poder que a música tem de conectar pessoas de diferentes gerações, sotaques, culturas. Usando sons e timbres organizados, artistas e bandas podem transportar a plateia para lugares (geográficos e emocionais) onde nunca esteve antes. Também é possível fazer com que a audiência desperte para aspectos da própria identidade individual e coletiva que antes pareciam obscurecidas. Seja de maneira consciente ou inconsciente, essa é a experiência que provavelmente tem atraído milhares de pessoas, há duas décadas, a escrever com seus corpos, mentes e sensações a história do Rec-Beat.

O festival, que integra a programação oficial do Carnaval do Recife, comemora 20 anos reunindo alguns dos mais relevantes nomes da atual cena musical brasileira e internacional. O esforço para garimpar, buscar o novo e nunca cair no lugar comum continua sendo uma das grandes marcas do evento criado pelo produtor e jornalista Antonio “Gutie” Gutierrez. É bom ressaltar que essa verve contemporânea tem dialogado festiva e construtivamente com manifestações artísticas mais tradicionais, sejam do Brasil ou de outras nações.

De 14 a 17 de fevereiro, no Cais da Alfândega, o público poderá apreciar atrações cujas sonoridades passeiam pelo blues, cumbia, eletrônica, rock, soul e outros formatos quase inclassificáveis. De Pernambuco o Rec-Beat destaca nomes que, integrados ao espírito do evento, se esforçam para explorar novas e instigantes experiências sonoras. É o caso do percussionista e compositor Jam da Silva, que apresenta aos conterrâneos o segundo disco, Nord.

Também trazendo como elemento principal de seu trabalho a percussão, Lucas dos Prazeres apresenta seu projeto Lucas e a Orquestra dos Prazeres, onde as batidas dos tambores revelam novas fusões e experimentações sonoras. Helder Aragão, o DJ Dolores, sobe ao palco acompanhado pela Banda Sonora – nome que também dá título ao disco que reúne trilhas musicais compostas para filmes brasileiros e traz ao festival um show inédito. Entre eles os premiados Tatuagem, dirigido por Hilton Lacerda e O som ao redor, assinado por Kléber Mendonça Filho.

Com quase 15 anos de história, o Mombojó apresenta o show do novo álbum, Alexandre, um dos mais criativos e ousados do grupo. Tagore e Matalanamão representam duas faces do rock pernambucano. O primeiro atualiza a estética híbrida desenvolvida nos anos 1970 por nomes como Alceu Valença e Ave Sangria, como pode ser atestado em Movido a vapor, seu primeiro e elogiado álbum. Já o Matala, como também é carinhosamente chamado, com mais de duas décadas de estrada, faz um punk rock marcado pela irreverência e malícia.

Assim como Tagore, o baiano Russo Passapusso também busca inspiração setentista para desenvolver seu trabalho. No entanto, em vez do rock ele bebe na fonte do soul norte-americano e brasileiro, além de samba, capoeira, samba rock e tropicalismos. Também da Bahia, Lucas Santtana volta ao Rec-Beat (onde tocou em 2010) para apresentar a ciência musical de Sobre noites e dias, lançado no ano passado. Outro vizinho nordestino que participa dessa edição história do Rec-Beat é a Coutto Orchestra. O som dos sergipanos é marcado pelo encontro de ritmos nordestinos como a taieira, o maracatu de brejão e a marujada, os quais dialogam com o tango, a cumbia, valsas e marchas.

Em 2004, o produtor Gutie intensificou pesquisas e viagens a fim de estreitar laços e gerar conexões sonoras e afetivas entre artistas das Américas e o sempre antenado e aberto público do Rec-Beat. Na edição daquele ano, o festival apresentou a banda uruguaia Abuela Coca. Desde então, o evento passou a prestigiar diversos outros nomes do cenário ibérico e latino. Em 2015, Dengue Dengue Dengue! (Peru) e Mitú (Argentina) mostram suas criações calcadas em sons eletrônicos e caribenhos. Cumbia, rock e jazz são os principais elementos que dão vida ao som do cantor e multi-instrumentista argentino Axel Krygier.

Representando o Sudeste do Brasil, o paulista Thiago Pettit mostra show baseado no disco Rock n’ roll sugar darling. Integrante da seminal e criativa banda Metá Metá, a carioca Juçara Marçal deve satisfazer a grande vontade de admiradores que desejam curtir ao vivo canções de Encarnado. O disco de estreia da carreira solo da cantora foi incluído em diversas listas de melhores do ano de 2014. Também do Rio, Luiz Melodia, uma das grandes vozes nacionais toca pela primeira vez no Rec-Beat.

Dos Estados Unidos, os performáticos rapazes da Man or Astro-Man? devem eletrizar os foliões com sua surf music nervosa. Mais emotivo, porém não menos visceral, é o blues do prodígio Marquise Knox. O nigeriano Keziah Jones une suas raízes africanos ao funk dos anos 1970. Com a ajuda do teremim, a austríaca radicada nos EUA Dorit Chrysler encanta multidões com uma musicalidade intrigante e hipnótica.

Ao final dos shows, Chico Correa – Baile Muderno (PB), Analog Africa (Alemanha), Omulu (RJ) e Nego Moçambique (DF) mantêm o público animado até as primeiras horas da madrugada. Já nas aberturas de cada noite e intervalos das atrações o som fica por conta dos Djs pernambucanos Soma e Vinicius Leso.

Recbitinho
Mantendo a tradição de também envolver os foliões mirins, o festival traz nas tardes da segunda e terça de carnaval o Recbitinho, que acontece no térreo do Paço Alfândega. Neste ano, ele apresenta os espetáculos ítalo-brasileiros Tuttotorna, do grupo Giullari Del Diavolo, e Alice e Il Mago, da Cia Circo Il Bianconiglio.

Causos históricos
A história do Rec-Beat se confunde intimamente com o desenvolvimento da cena musical pernambucana dos anos 1990. As primeiras edições aconteceram em Olinda. A partir de 1999, o evento passou a integrar a programação oficial do Carnaval do Recife. Relatar os inúmeros acontecimentos memoráveis ocorridos no festival certamente preencheria um livro de muitas páginas.

Em 2001, o público deu um enorme trabalho aos seguranças e fez com que os integrantes da banda norte-americana Mudhoney trocassem olhares entre si, em cima do palco, os quais misturavam sentimentos de espanto e satisfação. O Cordel do Fogo Encantado ganhou projeção nacional a partir da apresentação no festival, em 1999. Rodas punk compostas por gente fantasiada se formaram durante o explosivo concerto do Replicantes, em 2005. Odair José foi ovacionado, em 2011, por um público que, em sua maioria, nem tinha nascido quando ele encantava milhões de corações apaixonados Brasil afora. Importante influência do saudoso Chico Science, a banda paulista Fellini realizou uma das mais emocionantes apresentações da sua carreira.

Lenine, Nação Zumbi, Criolo, Mundo Livre S/A, Boogarins, João Donato, Emicida, Siba, Otto, Tom Zé, Vanguart, Pato Fu, Bomba Estéreo, Eddie, Céu, Gabi Amarantos, Bloco Quanta Ladeira, Gang do Eletro, Agridoce, Os Mulheres Negras são alguns dos muito outros nomes que deixaram grandes marcas na memória afetiva de quem os assistiu no palco do Rec-Beat.

O Festival Rec-Beat é patrocinado pela Prefeitura do Recife, tem apoio do Governo do Estado de Pernambuco.

PROGRAMAÇÃO COMPLETA

Sábado, dia 14

20h - Dj Vinicius Leso* (PE)
21h - Axel Krygier (Argentina)
22h - Dj Dolores: Banda Sonora (PE)
23h10 - Russo Passapusso (BA)
00h30 - Lucas e A Orquestra dos Prazeres (PE)
01h45 - Chico Correa - Baile Muderno (PB)



Domingo, dia 15

19h30 - Dj Soma* (PE)
20h - Matalanamão (PE)
21h - Tagore (PE)
22h - Dorit Chrysler (Áustria/EUA)
23h10 - Dengue Dengue Dengue! (Peru)
00h30 - Man or Astro-man? (EUA)
01h45 - Analog Africa (Alemanha)

Segunda, dia 16

17h - Recbitinho - Espetáculo: Tuttotorna, Grupo: Giullari Del Diavolo (Itália)
19h30 - Dj Vinicius Leso* (PE)
20h - Coutto Orchestra (SE)
21h - Thiago Pethit (SP)
22h - Jam da Silva (PE)
23h10 - Marquise Knox (EUA)
00h30 - Mombojó (PE)
01h45 - Omulu (RJ)

Terça, dia 17

17h - Recbitinho - Espetáculo: Alice e O Mago, Grupo: Cia Circo Il Bianconiglio (Itália/Brasil)
19h30 - Dj Soma* (PE)
20h - Mitú (Colômbia)
21h - Juçara Marçal (RJ/SP)
22h - Keziah Jones (Nigéria)
23h10 - Lucas Santtana (BA)
00h30 - Luiz Melodia (RJ)
01h45 - Nego Moçambique (DF)

(*) Aberturas e intervalos entre as atrações.

SERVIÇO
Festival Rec-Beat - 20 anos
De 14 a 17 de fevereiro
Entrada gratuita
Cais da Alfândega, Bairro do Recife
www.recbeatfestival.com