segunda-feira, agosto 22, 2016

Como não ser enganado pelo "cientificamente comprovado". Ouça entrevista com Carlos Orsi no Interdependente #6


Olá, povo! Olá, pessoas! Eu sou AD Luna, jornaleiro e baterista. Esta é a edição #6, do Interdependente - música e conhecimento, datada de 22 de agosto de 2016. Frank Sinatra abre a parte musical deste programa com Fly me to the moon, canção escolhida pelo jornalista especializado em ciência e escritor de ficção científica Carlos Orsi

Com as dicas do nosso convidado, você vai saber como o método científico pode te ajudar no dia a dia e a ficar atento a coisas taxadas como "cientificamente comprovadas". E mais: você sabia que nem sempre ouvir os dois lados é algo jornalísticamente correto em reportagens sobre ciência? É o caso, por exemplo, de questões envolvendo teoria da evolução e mitos religiosos como o criacionismo.

A outra música escolhida é Brilliant disguise, de Bruce Springsteen. "Ela costuma ser interpretada como uma canção sobre insegurança e ciúme, mas que pode ser vista como uma lição prática sobre o poder da evidência negativa", explica Orsi.


Carlos Orsi nasceu em Jundiaí, interior paulista, é escritor de ficção científica e horror e jornalista especializado em divulgação da ciência. É graduado pela ECA-USP, mantém um blog sobre ciência (CLIQUE AQUI), cultura e atualidades. Artigos e reportagens seus sobre ciência foram publicados nas edições brasileiras das revistas "Discovery" e "Newton", na "Geek", em "Discutindo Língua Portuguesa", na revista online "DataGramaZero", em "O Estado de S. Paulo", "Carta na Escola", no Portal Estadão e no site da Galileu, também atua como editor assistente no Núcleo de jornalismo do Centro de Estudos Avançados da Unicamp. Fonte: Wikipedia

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Lançado em 17 de julho de 2016, o Interdependente - música e conhecimento, mostra as interdependências, conexões entre músicas do mundo e assuntos diversos.

Apresentação e pauta: AD Luna
Trabalhos técnicos: Gustavo Augusto
Trilha das vinhetas: banda Monjolo

Banco do Brasil divulga programa de patrocínios social, ambiental, esportivo e cultural



Por Assessoria BB

O Banco do Brasil torna pública a abertura do Programa Banco do Brasil de Patrocínio 2017-2018, por meio de dois editais: “Patrocínio - Banco do Brasil” e “Patrocínio – Centro Cultural Banco do Brasil”. As inscrições são gratuitas e devem ser realizadas exclusivamente pela internet no site www.bb.com.br/patrocinios, entre 22 de agosto e 26 de setembro de 2016, onde também podem ser encontradas todas as informações relativas ao Programa, além dos editais.

Na modalidade “Patrocínio - Banco do Brasil”, as propostas selecionadas podem ter apoio financeiro do BB para execução de projetos ambientais, sociais, esportivos e mercadológicos, a serem realizados em todo território nacional.

Já na modalidade “Patrocínio – Centro Cultural Banco do Brasil”, serão selecionados projetos a serem patrocinados pelo BB para compor a programação das unidades do CCBB em Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Rio de Janeiro (RJ) e São Paulo (SP), nas áreas de música (popular, erudita e instrumental), exposição (pintura, escultura, fotografia, gravura, instalação, multimídia e outros), artes cênicas (teatro, dança, performance, circo, ópera), cinema e vídeo (mostras e festivais), programa educativo (oficinas, cursos e visitas orientadas) e ideias (palestras, seminários e conferências), nos anos de 2017 e 2018.

Para o edital “Patrocínio - Banco do Brasil” serão analisados os seguintes atributos: brasilidade, visibilidade, risco, responsabilidade social, democratização, valorização dos relacionamentos, criatividade/originalidade, responsabilidade ambiental e acessibilidade. Para os projetos inscritos para os CCBBs os critérios a serem considerados são: inovação, originalidade, brasilidade, memória cultural, abrangência de público, fomento a novos talentos, relevância conceitual e temática, experiência e ficha técnica.

Os projetos serão avaliados por comissão de seleção interna do Banco do Brasil e poderão contar com a participação de especialistas de mercado e técnicos de órgãos do Governo Federal indicados pela Secretaria de Comunicação da Presidência da República (Secom/PR) e pelo Ministério da Cultura.

“A seleção de projetos por meio de editais públicos fortalece a transparência com a qual o BB se relaciona com seus públicos, além de democratizar a oportunidade de acesso ao programa de patrocínios do Banco do Brasil”, afirma o diretor de Estratégia da Marca, Luís Aniceto Silva Cavicchioli.

Serviço:
“Patrocínio - Banco do Brasil” e “Patrocínio – Centro Cultural Banco do Brasil”
Inscrições: de 22 de agosto a 26 de setembro de 2016
Endereços: www.bb.com.br/patrocinio
Dúvidas: 0800 729 0001 (demais localidades)
E-mails: direm.promoi@bb.com.br (para dúvidas sobre patrocínio do BB)
              direm.cultura@bb.com.br (para dúvidas sobre patrocínio nos CCBBs)

quarta-feira, agosto 17, 2016

(Memória) Chimbinha manda recado para novatos: "Não espere por gravadora!"



Por AD Luna - ad.luna@gmail.com

Essa entrevista aconteceu casa de shows HSBC, em São Paulo, em um sábado (18/04/2009), depois da passagem de som do ‪Calypso‬. Tomei um belo chá de cadeira: cheguei às 16h e só consegui falar com Chimbinha às 19h. Mas valeu a pena. :)

Na conversa, ‪ele‬ faloi sobre o sucesso do Calypso, sobre a turnê nacional e internacional que comemorava dez anos de carreira do grupo e ainda mandou um recado para bandas e artistas novos: "Não espere por gravadora, monte sua equipe e corra atrás que você vai longe!"

Há ainda trechos que não foram veiculados, nos quais Chimbinha fala das suas influências musicais. Aí passo a bola para o pessoal do Showlivre.com para procurar a fita e por o conteúdo no ar!

segunda-feira, agosto 15, 2016

Yoga, Pixies, Morrissey e Sigur Rós no Interdependente #5. Ouça entrevista com João Vieira



Na edição de número 05 do Interdependente - música e conhecimento, vamos falar sobre Yoga. O nosso entrevistado da vez, João Vieira, explica como começou a praticar a Hatha Yoga. Ele comenta sobre sua iniciação, sobre características da hatha e a respeito de questões envolvendo ética e filosofia. Na parte musical, fugimos do velho esquema de sempre tocar música indiana quando se fala em yoga. Vamos de canções de artistas apreciados por Vieira. É o caso do Bombay Bycicle Club, Morrisey, Pixies e Sigur Rós.

João Vieira tem pós-graduação em Yoga pela Faculdade de Educação Física da UniFMU, sob a orientação de Marcos Rojo. Em 2017, vai visitar a Índia pela décima vez. Mora em São Paulo, na região da Avenida Paulista. Gosta de hardcore e pós-punk, se diz devoto de bandas como Hüsker Dü e Pixies, , além de ser cicloativista, defensor do veganismo e dos animais. Coordena a Capacitação em Yoga em Nazaré Uniluz, leciona em cursos de yoga por todo o Brasil, pelo Instituto de Estudos e Pesquisas em Yoga (IEPY). Além de manter sua própria escola, a Bombay Yoga Club.



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Lançado em 17 de julho de 2016, o Interdependente - música e conhecimento, mostra as interdependências, conexões entre músicas do mundo e assuntos diversos.

Apresentação e pauta: AD Luna
Trabalhos técnicos: Gustavo Augusto
Trilha das vinhetas: banda Monjolo

sexta-feira, agosto 12, 2016

Björk sobre Elis Regina: "Ela vai emocionalmente a lugares que não tenho coragem de ir"

Elis no programa Vox Populi em 1978. Foto: Bernardino Novo CEDOC/FPA
Por AD Luna - ad.luna@gmail.com

Em julho de 2007, entrevistei em São Paulo o músico e produtor João Marcelo Bôscolli, para o Mão na Massa. Programa idealizado e apresentado por este que vos tecla e produzido pelo Showlivre.com.

Falamos sobre música (claro, né?), a plataforma Trama Virtual (que saiu do ar em 2013) e sobre a mãe dele, Elis Regina. Um dos momentos mais interessantes e marcantes da entrevista foi quando Bôscolli revelou trecho de conversa que teve com a cantora e compositora islandesa Björk, a respeito de Elis.

"João, eu não entendo direito o que a Elis fala... Estou começando a conhecer o teor das letras agora. Mas eu percebo que ela tem coragem para ir emocionalmente a lugares que eu não coragem de ir, que eu não sei se conseguiria voltar depois", disse Björk, no encontro com ele.

Abaixo, a parte 2 da conversa. O papo sobre Elis Regina começa em 1'43".

quinta-feira, agosto 11, 2016

Corram para as colinas! Leandro Karnal, Iron Maiden e o massacre dos índios norte-americanos



O homem branco veio atravessando o mar
Ele nos trouxe dor e miséria
Ele matou nossa tribo, matou nossa crença
Ele pegou nosso jogo para seu próprio proveito
Nós lutamos forte, lutamos bem
Lá nas planícies, nós lhe demos o inferno
Mas muitos vieram, demais para acreditar
Oh, será que seremos libertados?

Cavalgando por nuvens de poeira e terras estéreis
Galopando em disparada nas planícies
Perseguindo os peles-vermelhas de volta para suas tocas
Lutando com eles em seu próprio jogo
Assassinando por liberdade, esfaqueando pelas costas
Mulheres, crianças e covardes, ataquem!

Corram para as colinas
Corram por suas vidas!

Por AD Luna - ad.luna@gmail.com

A tradução da letra acima é de um dos inúmeros hits da banda inglesa Iron Maiden. A faixa está presente no álbum The number of the beast, lançado em 1982. Run to the hills relata o conflito entre colonos vindos da Europa e os nativos que moravam no que viria a se tornar o país mais poderoso do planeta. No livro A história dos Estados Unidos: das origens ao século XXI (Editora Contexto), que tem entre seus autores brasileiros o professor Leandro Karnal, comenta-se que diversos historiadores costumam empregar a expressão genocídio para caracterizar o massacre pelo qual populações indígenas da antiga América do Norte sofreram.

De acordo com o livro, os colonos baseavam a ocupação das terras indígenas em argumentos teológicos. Eles se identificavam com o povo eleito que Deus conduziria para uma terra prometida e, por isso, se viam com direito e a autoridade para expulsar os antigos moradores da região. Exemplo disso é o relato datado de 1628 publicado na obra, e atribuído ao colono Jonas Michaelius.

"Quanto aos nativos deste país, encontro-os totalmente selvagens e primitivos, alheios a toda decência; mais ainda, incivilizados e estúpidos, como estacas de jardim, espertos em todas as perversidades e ímpios, homens endemoniados que não servem a ninguém senão o diabo (...). É difícil dizer como se pode guiar a esta gente o verdadeiro conhecimento de Deus e de seu mediador, Jesus Cristo".


Além do massacre promovido por armas de fogos, milhares de índios sucumbiram às doenças trazidas pelos colonos e, fato pouco conhecido, vários deles foram escravizados. "A ideia europeia de colonização significou uma mortandade imensa em todo o continente americano", informa o livro.

Os índios tentaram se defender. Mas o poderio dos novos inimigos era imenso. O livro também registra como um nativo descreveu a chegada dos brancos. Notem que havia um sentimento de esperança numa boa relação, a qual se mostrou trágica.

"(...) Buscaram por todos os lados bons terrenos, e quando encontravam um, imediatamente e sem cerimônias se apossavam dele. Nós estávamos atônitos, mas, ainda assim, nós permitimos que continuassem, achando que não valia a pena guerrear por um pouco de terra. Mas quando chegaram a nosso terrenos favoritos - aqueles que estavam mais próximos das zonas de pesca - então aconteceram guerras sangrentas. Estaríamos contentes em compartilhar as terras uns com os outros, mas esses homens brancos nos invadiram tão rapidamente que perderíamos tudo se não os enfrentássemos... Por fim, apossaram-se de todo o país que o Grande Espírito nos havia dado".

segunda-feira, agosto 08, 2016

Ética na exploração espacial e ficção científica no Interdependente #4. Ouça entrevista com Alexey Dodsworth. Parte 2

"Cena" do livro Encontro com Rama, de Arthur C. Clarke
Na segunda parte da entrevista que concedeu ao Interdependente - música e conhecimento, o pesquisador e escritor Alexey Dodsworth conversa sobre temas interessantíssimos. Você sabia que a humanidade já passou por dilema ético relacionado à possível vida extraterrestre? Sabia que a queda de um meteoro destruidor sobre a Terra é algo bastante provável de acontecer? Pois é. Esses temas são expostos por Dodsworth com equilíbrio, sem alarmismo. Na parte musical, selecionamos a versão do clássico Space oddity, de David Bowie, gravada pelo astronauta canadense Chris Hadfield. A fantástica Assim falou Zaratustra, de Richard Strauss, e Countdown, do Rush.


Ele também discorre sobre as conexões entre ficção científica e pesquisa espacial. Além de contar destalhes (sem spoilers) dos seus livros de ficção científica Dezoito de escorpião (leia resenha aqui) e o mais recente, O esplendor. Nesta obra, Alexey descreve a vida no fascinante planeta Aphriké, o qual é povoado por uma raça telepática que não tem ideia do que seja sono, privacidade e sonho. 

Todos os moradores conhecem os pensamentos uns dos outros. Algo como nosso Facebook de hoje, numa versão centenas de vezes mais radical. Tal mundo foi concebido por R’av, uma espécie de deus criador passível de erros e imperfeições. Os seres de Aphriké são negros e o planeta deles é iluminado por seis sóis, com nomes de orixás: Oya, Sango, Osum, Osala, Omulu e Yewa. Além de elementos da cultura afro, também há referências ao budismo, a distopias de Orwell e Zamyatin, obras de Isaac Asimov e conhecimentos de filosofia e astronomia do autor. Leia mais, aqui!

Na Amazon, é possível ter acesso a uma "amostra grátis" de O esplendor


EVENTOS com Alexey Dodsworth

AGOSTO

DIA 27, às 19h
Lançamento de "O Esplendor" e da segunda edição de "Dezoito de Escorpião"
Onde: Santo Mirante, na Rua Dias de Barros 54, Santa Teresa, Rio de Janeiro. Informações: contato@santomirante.com.br

SETEMBRO

DIA 2, às 19h
Palestra aberta sobre filosofia e ficção científica e noite de autógrafos de "O Esplendor"
Onde: Instituto Palas Athena. Alameda Lorena 355, São Paulo.
Todo o lucro da venda dos livros será direcionado para o projeto "Gandhi na Fundação Casa", que tem por objetivo estimular a cultura de paz entre os jovens infrator

Lançado em 17 de julho de 2016, o Interdependente - música e conhecimento, mostra as interdependências, conexões entre músicas do mundo e assuntos diversos.

Apresentação e pauta: AD Luna
Trabalhos técnicos: Gustavo Augusto
Trilha das vinhetas: banda Monjolo

sábado, agosto 06, 2016

[Vídeo] Música como linguagem. Uma inspiradora reflexão do baixista Victor Wooten



Em vídeo produzido para o TED, em 2012, o baixista estadunidense Victor Wooten convida professores de música a pensar o ensino dessa arte comparando-o ao modo como as crianças aprendem a falar. Na bela gravação, Wooten toca e narra sua reflexão. 

quarta-feira, agosto 03, 2016

Escolas de música falham por formar máquinas e não artistas

Foto: Helder Tavares

Por AD Luna - ad.luna@gmail.com

Uma das coisas mais legais em ser músico e jornalista ao mesmo tempo é poder trocar ideias, experiências com amigas, amigos e colegas músicos e repassá-las para as gentes. Foi o caso da enriquecedora conversa que tive com o baixista Walter Areia, ex-Mundo Livre S/A, que se mudou para Portugal com a família, no início de junho, onde tem desenvolvido carreira focada na música instrumental. Parte da conversa foi registrada na matéria publicada no site da Revista Continente (clique AQUI para ler a íntegra). Abaixo, parte na qual Areia explica como aprendeu coisas tocando com o MLSA não ensinadas no conservatório. 

Dentre as experiências que acumulou tocando com o Mundo Livre S/A, Areia diz ter aprendido como realmente se portar como artista. “Isso eu não aprendi no Conservatório (Pernambucano de Música). Em escola de música, você é uma máquina, só é orientado a tocar”, critica. Para ser completo, na visão dele, um centro educacional voltado para música deveria também ensinar coisas como administração de carreira, como se portar no palco e até como se vestir. “Isso só vim aprender mesmo tocando com o Mundo Livre. Na época que estava na banda de Alceu, eu era um funcionário. Mas com o MLSA, tive que saber dar entrevista, a me ver como representante de uma cena.”

“Também aprendi no Mundo Livre S/A que criatividade, muitas vezes, é mais importante do que tocar certo. Tocar ‘certo’ nem sempre é o certo. É preciso estar aberto para trocas e para a criatividade”, reflete.

Leia a matéria completa no site da Revista Continente 

terça-feira, agosto 02, 2016

Religiões de terreiro ajudam na formação de percussionistas

O grupo olindense Bongar. Foto: Beto Figueiroa/Divulgação
Por AD Luna - ad.luna@gmail.com

“Precisamos de um bom percussionista, mas tem que ter vindo do terreiro!”. Não é incomum, no meio musical, ouvir comentários como esse quando algum artista ou banda está montando banda para gravações ou shows. Claro, isso não é regra: existem ótimos percussionistas sem ligações com a umbanda, o candomblé e a jurema. Mas não deixa de impressionar como é possível encontrar, aos montes, grandes músicos dos tambores ligados direta ou indiretamente com essas importantes e ricas tradições religiosas.